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Grama brasileira

Lilaeopsis brasiliensis · planta de carpete

☀ Luz MédiaCO2 OpcionalFrenteLentaIntermediário

A Lilaeopsis brasiliensis é nativa do sudeste da América do Sul, incluindo o sul e o sudeste do Brasil, e é vendida aqui como grama brasileira. Ela é subtropical, e esse é o dado que decide o resultado: a Flowgrow dá tolerância de 4 a 28 °C, mas faixa ótima entre 15 e 24 °C. Em aquário mantido a 27 ou 28 °C, situação comum no Brasil, ela não morre, ela emperra. O gramado para de emitir rizoma, os fios ficam curtos e amarelados na ponta, e o espaço vazio entre os tufos é ocupado por alga antes de a planta fechar. Se o seu aquário roda quente o ano inteiro, esse é o motivo mais provável de fracasso.

O plantio é em tufinhos pequenos, de três a cinco fios com um pedaço de rizoma, espaçados um ou dois centímetros. A planta avança por rizomas rasteiros que correm dentro do substrato e brotam folhas novas ao lado, então a quantidade de pontos iniciais define o tempo de fechamento mais que qualquer fertilizante. Ela cresce devagar, o que vira vantagem depois de pronta: a Flowgrow dá altura de 3 a 6 cm, e um gramado formado passa meses sem precisar de tesoura. Enquanto não fecha, a manutenção é de limpeza e não de poda, ou seja, sifonar detrito entre os tufos e remover à mão qualquer alga instalada nos vãos, antes que ela sufoque o rizoma novo.

Ela é confundida com a Lilaeopsis novae-zelandiae, nome que a Flowgrow lista como aplicado por engano à brasiliensis, e com a Eleocharis, de fio redondo. A Lilaeopsis tem folha achatada, em fita, com nervura visível contra a luz. No aquário convive bem com peixes pequenos e camarões, mas peixe de fundo que cava desenraíza tufo novo com facilidade, e isso sozinho inviabiliza o gramado antes de ele pegar. Substrato fino e fértil ajuda, porque em cascalho grosso o rizoma corre solto e a planta não ancora. Lojas brasileiras a descrevem como menos exigente em luz que outros carpetes, o que é verdade em comparação, mas ela ainda precisa de luz chegando ao chão.

CategoriaCarpete
CrescimentoLenta
Substrato fértilNecessário
pH6.0–7.5
Temperatura ideal15–24 °C
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Depois de decidir pela Grama brasileira, acerte os números do aquário: a calculadora de iluminação, calculadora de CO2, calculadora de substrato e a calculadora de fertilização EI. Precisa de mais opções? Veja a biblioteca de plantas e os guias de plantado.

Perguntas frequentes

Grama brasileira precisa de CO2?

Não é obrigatório. A Flowgrow indica CO2 de 10 a 40 mg/l e lojas brasileiras a apontam como mais tolerante a low tech que outros carpetes. Sem CO2 ela fecha, só que muito devagar, e você deve contar vários meses. O fator que mais pesa nesse período é a temperatura: perto do topo da faixa tolerada, ela praticamente para de emitir rizoma novo.

Por que minha grama brasileira não se espalha?

As causas típicas são temperatura alta, luz que não chega ao chão e substrato pobre ou grosso demais. A Flowgrow coloca a faixa ótima entre 15 e 24 °C, e em aquário quente o rizoma quase não avança. Verifique se plantas altas fecharam por cima, se o substrato é fino e fértil e se peixes de fundo estão remexendo os tufos recém-plantados.

Quantos tufos de grama brasileira preciso para fechar o carpete?

Quanto mais pontos, mais rápido. Divida a porção comprada, que no Brasil costuma vir em área de cerca de 5 por 5 cm, em tufinhos de três a cinco fios com um pedaço de rizoma, e plante-os a um ou dois centímetros de distância. Poucos blocos grandes atrasam o fechamento em meses, porque o avanço acontece pelas bordas de cada tufo.

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Quem cultiva Grama brasileira costuma se interessar por Eleocharis acicularis, Eleocharis minima e Grama-agulha (Eleocharis) — e a biblioteca completa tem as 121 fichas comparáveis por luz, CO2 e dificuldade.

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