Como calculamos
Multiplicamos o volume pela faixa de lúmens por litro do perfil: 10–20 lm/L para comunitário, ~20 lm/L para plantado de baixa exigência, 30–40 lm/L para exigência média e ~60 lm/L para alta exigência. A estimativa de watts considera LEDs modernos (~100 lm/W) — vale como ordem de grandeza; confira os lúmens reais no datasheet da luminária.
Plantado de alta exigência sem CO₂ pressurizado é receita de alga: luz forte acelera a demanda por carbono que as plantas não conseguem suprir. Suba a luz junto com o CO₂ e a fertilização.
A altura da coluna não entra na conta de lúmens, e é a maior coisa que ela não vê. Dois aquários de 100 L, um de 30 cm e outro de 55 cm de coluna, recebem o mesmo alvo em lm/L e entregam luz muito diferente no substrato. Por isso pedimos a altura: ela não muda o número de lúmens — muda onde o PAR tem de ser medido, e é isso que o campo faz aqui.
Perguntas frequentes
Quantos lúmens por litro para aquário plantado?
Baixa exigência ~20 lm/L · média 30–40 lm/L · alta ~60 lm/L (com CO₂).
Watts por litro ainda vale?
Não — watts medem consumo, não luz. Com LED, use lúmens por litro, ou PAR quando informado.
E para corais?
Recife dimensiona por PAR: ~50–100 µmol corais moles, 100–200 LPS, 200–350 SPS, com espectro azul/actínico. Lúmens não servem para comparar luminárias marinhas.
Quantas horas de luz por dia?
6–8 h em plantados; 8–12 h em recifes. Sempre com timer.
Dá para converter lúmens em PAR?
Não de forma confiável, e esta calculadora não tenta. A queda de PAR até o substrato depende das lentes e do refletor de cada luminária, e não há regra geral publicada. O lúmen serve para comprar; o PAR, para ajustar — e quem publica PAR é o fabricante da luminária, por profundidade.
Lúmens compara luminária de água doce, não de recife. Para marinho, o critério é PAR — e o catálogo não publica PAR. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
De onde vêm os números
Os ~100 lm/W. O relatório 2022 Solid-State Lighting R&D Opportunities, do Departamento de Energia dos EUA, registra o 90º percentil do mercado em 92 lm/W para lâmpadas A19 e 131 lm/W para luminárias troffer. Ou seja: 100 lm/W é o topo da iluminação geral, não a média — e luminária de aquário não é lâmpada de teto. Serve como ordem de grandeza; o número que vale é o do datasheet da sua luminária.
Os lúmens por litro. São convenção do aquarismo, e convêm com uma ressalva que quase nunca aparece: o lúmen é ponderado pela sensibilidade do olho humano, máxima no verde — exatamente a faixa que a clorofila menos absorve. Por isso lm/L é um proxy grosseiro para planta e ruim para coral. Ele dimensiona a compra; não descreve o que a planta recebe.
O PAR do recife. Izumi et al. (2023), Coral Reefs 42:385–398 testou 100 e 200 µmol de fótons m⁻² s⁻¹ em três espécies de Acropora e encontrou mais crescimento no nível mais alto, com fotoperíodo mais longo somando no mesmo sentido. Isso sustenta a ordem de grandeza da faixa de SPS. As bordas exatas que circulam no hobby (50, 350) são convenção — não achamos medição que as fixe.
As faixas de PAR do plantado. São as duas do guia de iluminação, publicadas lado a lado porque discordam entre si por um fator de dois a três: The 2Hr Aquarist (20–40, 40–90, 90–150+ µmol) e Aquarium Co-Op (10–20, 20–35, 40–50+ µmol). Escolher uma em silêncio esconderia justamente o que decide a compra de um medidor. O guia e esta calculadora carregam os mesmos números por construção — há uma prova que reprova se um dos dois andar sozinho.
Por que não convertemos lúmen em PAR. The 2Hr Aquarist — como ler tabelas de PAR mostra que a queda depende de lente e refletor, e que mesmo a queda lateral, a partir do centro da luminária, é adivinhação sem gráfico 3D do fabricante. Os números que citamos são dessa página: Finnex, 186 µmol a 6″ (15 cm) e 73 µmol a 18″ (46 cm); Fluval Fresh & Planted 2.0 (A3990), 57 µmol a 18″, direto abaixo da barra. São tabelas de dois fabricantes, não uma regra.
O efeito de imersão. Apogee Instruments — fabricante de sensores quânticos — publica que um sensor calibrado no ar lê baixo dentro d'água, porque o índice de refração da água (1,33) espalha de volta mais luz do que o do ar (1,00). O fator de correção publicado diverge dentro da própria Apogee: a página de medição subaquática traz 1,25 para o SQ-500 e 1,15 para o SQ-100X; a nota técnica de fatores de correção traz 1,32 (±0,018) para o mesmo SQ-500 e 1,08 para o SQ-120. Publicamos os dois. O que não diverge é a direção: sem correção, a leitura submersa subestima o PAR.
O que esta conta não é. Ela não mede PAR nem PUR, não conhece a sua luminária, a profundidade da coluna nem o quanto o vidro e a água absorvem. Para recife, medidor de PAR emprestado por uma tarde vale mais do que qualquer estimativa por lúmen.
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