Vallisneria gigante
Vallisneria australis 'Gigantea' · planta de roseta
A Vallisneria gigante é a cortina clássica do fundo: folhas em fita que podem chegar a 1,5 m, sobem até a superfície e deitam sobre ela. Em aquários grandes e altos, forma o pano de fundo verde na frente do qual tudo acontece; em aquário baixo, vira cobertor flutuante e rouba a luz das outras plantas. É também das poucas espécies felizes em água dura e alcalina (pH 6–8), o que a torna escolha padrão em aquários de ciclídeos e de água de torneira sem tratamento.
Luz baixa já a sustenta e CO2 é desnecessário — o motor dela é o substrato: em fundo nutritivo, multiplica-se rápido por estolões, lançando mudas em série que caminham pelo aquário. A relação é direta: quanto mais alimento na raiz, mais corredores de mudas atravessando o fundo. Em substrato pobre ela vive, mas a cortina demora muito a fechar. Temperatura de 18 a 28 °C dá margem para quase qualquer montagem tropical ou subtropical, o que explica a onipresença da planta.
Plante enterrando só as raízes, com a coroa fora do substrato. O manejo é de contenção: replante ou remova as mudas dos estolões para desenhar onde a cortina fica — por conta própria, ela invade a frente do aquário. Folhas que deitam na superfície devem ser aparadas para não sombrear o resto do layout. O erro comum é subestimar o tamanho: num aquário baixo, a gigante não tem onde crescer e vira um emaranhado na superfície; nesse caso, escolha uma valisnéria menor desde o início.
Dimensione o seu setup
Depois de decidir pela Vallisneria gigante, acerte os números do aquário: a calculadora de substrato e a calculadora de fertilização EI. Precisa de mais opções? Veja a biblioteca de plantas e os guias de plantado.
Perguntas frequentes
Pode cortar as folhas da Vallisneria gigante?
Pode — e deve, quando elas deitam na superfície e começam a sombrear o aquário. Apare o excesso para devolver luz às outras plantas. Em aquários baixos, porém, o melhor é trocar por uma valisnéria de porte menor.
Vallisneria gigante precisa de CO2?
Não. Ela cresce com luz baixa e sem CO2. O que acelera a multiplicação é substrato nutritivo: é pela raiz que ela se alimenta para lançar os estolões com mudas.
Como a Vallisneria se multiplica?
Por estolões: a planta-mãe lança corredores rente ao substrato que brotam mudas em série. Replante ou remova as mudas para controlar onde a cortina se forma — sozinha, ela avança para a frente do aquário.
Plantas relacionadas
Quem cultiva Vallisneria gigante costuma se interessar por Aponogeton, Aponogeton ulvaceus e Blyxa japonica — e a biblioteca completa tem as 121 fichas comparáveis por luz, CO2 e dificuldade.
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