Myriophyllum
Myriophyllum mattogrossense · planta de caule
Nativa do Brasil — o nome vem do Mato Grosso — e distribuída também por Peru, Bolívia e Equador, essa myriophyllum de folhagem rendilhada avisa com clareza quando falta micronutriente: as pontas de crescimento ficam brancas. A Flowgrow é direta ao dizer que ponta branca significa necessidade urgente de ferro e micro. O problema é que, num caule de crescimento rápido, a ponta é a planta inteira: em duas semanas de carência você tem hastes de ápice descolorido e folhagem inferior tomada por alga. A correção é fertilização de micronutrientes regular, não dose de choque. Se a ponta está branca e o resto verde-escuro, é carência; se a planta inteira está pálida e esticada, o assunto é luz, e aí não adianta ferro.
Ela cresce rápido e exige tesoura em intervalo curto, senão fecha a superfície e sombreia tudo que está embaixo. A poda é por topping: corte a ponta com um palmo de haste e replante no substrato; a base cortada emite dois ou três brotos laterais e a moita adensa. Depois de três ou quatro ciclos, descarte as bases velhas, que ficam nuas e escuras. Manuseie molhada e com cuidado — as folhas verticiladas são frágeis e se desmancham entre os dedos, e cada fragmento solto acaba preso no filtro. Plante haste por haste, com dois ou três centímetros de distância, em vez de enfiar o maço amarrado: maço apertado apodrece no meio e solta a moita inteira em uma semana.
A folhagem rendilhada é abrigo clássico de alevino e de camarão recém-nascido, e serve de substrato de desova para peixes que espalham ovos. Como caule de crescimento rápido, ela também trabalha contra alga, consumindo nitrato e fosfato em ritmo alto — em aquário novo é das melhores plantas para ocupar o fundo enquanto o resto se estabelece. Dois cuidados na compra: o maço vem com chumbo e espuma na base, que precisam sair antes de plantar, senão o caule apodrece ali; e o nome popular 'pinheirinho' é usado no Brasil para várias espécies, inclusive a Myriophyllum aquaticum, planta de lago e invasora em vários países, e a Limnophila sessiliflora. Compre pelo nome científico.
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Depois de decidir pela Myriophyllum, acerte os números do aquário: a calculadora de iluminação, calculadora de CO2, calculadora de substrato e a calculadora de fertilização EI. Precisa de mais opções? Veja a biblioteca de plantas e os guias de plantado.
Perguntas frequentes
Por que as pontas da myriophyllum estão brancas?
É o sinal clássico de carência de ferro e micronutrientes nessa espécie, e a Flowgrow registra exatamente esse sintoma. O tecido novo nasce sem clorofila suficiente e sai esbranquiçado. Corrija com fertilização de micro regular e constante; as pontas já brancas não voltam a verdear, então avalie o resultado no crescimento seguinte.
Myriophyllum mattogrossense precisa de CO2?
Não é obrigatória. A Flowgrow indica que ela se desenvolve bem sem injeção em aquários de luz média, e recomenda CO2 apenas para crescimento mais vigoroso. Sem CO2, espere hastes um pouco mais espaçadas e crescimento menos explosivo — o que, numa planta que já cresce rápido, muitas vezes é vantagem para o manejo.
Myriophyllum mattogrossense é nativa do Brasil?
É. A espécie ocorre no Brasil, e o epíteto mattogrossense faz referência ao Mato Grosso. A Flowgrow lista sua distribuição no Brasil, Peru, Bolívia e Equador, e registra que boa parte do material em cultivo no hobby veio de coletas no Equador. Ou seja: é uma planta sul-americana usada em aquários do mundo inteiro.
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Quem cultiva Myriophyllum costuma se interessar por Alternanthera reineckii, Alternanthera reineckii 'Mini' e Ammannia 'Golden' — e a biblioteca completa tem as 121 fichas comparáveis por luz, CO2 e dificuldade.
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