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Junco do brejo

Juncus repens · planta de caule

☀ Luz MédiaCO2 OpcionalMeioRápidaFácil

O Juncus repens é fácil de manter e difícil de manter bonito, e a diferença entre as duas coisas é luz. Sob iluminação forte e com micronutrientes disponíveis, as rosetas de folhas finas ficam compactas e assumem tom castanho-avermelhado. Sob luz média para fraca ele continua verde, os entrenós se abrem e as rosetas ficam espaçadas ao longo de um caule mole — vivo, mas sem desenho. O segundo limite é térmico: é planta do sudeste dos Estados Unidos, confortável entre 18 e 25 °C. Em aquário tropical rodando a 27 ou 28 °C ela sobrevive, mas ramifica menos e afina, e o efeito aparece devagar o bastante para você culpar o adubo.

A propagação é das mais simples do hobby: corte a parte de cima de qualquer haste e enfie no substrato. Não precisa de raiz prévia, e o pedaço plantado firma em poucos dias. A base cortada rebrota e ramifica, então a poda é também a forma de adensar a moita. Como a altura final depende de onde você corta, ele funciona no fundo, no meio ou até na frente, mantido baixo com poda frequente. O ponto de atenção da rotina é alga verde pontual nas folhas mais velhas, à qual ele tem alguma tendência; remover as hastes antigas na poda resolve melhor do que qualquer tratamento.

O nome comercial é onde mora o prejuízo. "Junco" e "junco do brejo" são usados no Brasil sobretudo para Juncus effusus e espécies próximas, vendidas para lago ornamental e área alagada: são plantas emergentes, que passam de um metro com a folhagem fora d'água e definham se ficarem submersas. O Juncus repens é outra coisa — a única Juncaceae com uso submerso consolidado no aquarismo — e, apesar do apelido, não é nativa brasileira, e sim do sudeste dos Estados Unidos, de Cuba e do México. Confira o nome científico no rótulo e desconfie de muda alta e rígida vendida na seção de lagos.

CategoriaCaule
CrescimentoRápida
Substrato fértilDispensa
pH5.0–7.0
Temperatura ideal18–25 °C
Resumo rápido: Fácil e constante; sob luz forte com micros avermelha. Fosfato em dia evita green spot nas folhas velhas.

Dimensione o seu setup

Depois de decidir pela Junco do brejo, acerte os números do aquário: a calculadora de iluminação, calculadora de CO2 e a calculadora de fertilização EI. Precisa de mais opções? Veja a biblioteca de plantas e os guias de plantado.

Perguntas frequentes

Juncus repens é o mesmo junco vendido para lago?

Não. O que se vende no Brasil como junco ou junco do brejo costuma ser Juncus effusus e parentes, plantas emergentes de beira de lago que passam de um metro e definham se ficarem submersas. O Juncus repens é espécie diferente, de porte pequeno, com uso submerso estabelecido em aquário plantado.

Como deixar o Juncus repens avermelhado?

Luz forte é o fator principal, com micronutrientes disponíveis para acompanhar. Sob luz média ele fica verde, e isso não é doença. Como a cor responde à intensidade que efetivamente chega à planta, remover o sombreamento de vizinhas altas costuma mudar mais o resultado do que trocar de fertilizante.

Juncus repens precisa de CO2?

Não é obrigatório. Ele cresce sem injeção, só mais devagar e com as rosetas mais espaçadas. Com CO2 fica compacto e a cor aparece com mais facilidade, porque a planta aproveita melhor a luz forte. Para aquário sem CO2, mantenha a luz boa e a expectativa de um tufo verde, não avermelhado.

Plantas relacionadas

Quem cultiva Junco do brejo costuma se interessar por Alternanthera reineckii, Alternanthera reineckii 'Mini' e Ammannia 'Golden' — e a biblioteca completa tem as 121 fichas comparáveis por luz, CO2 e dificuldade.

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