| Nome científico | Zoanthus sp. |
|---|---|
| Tamanho adulto | 2.5 cm |
| Aquário mínimo | 38 L |
| Temperatura | 24–26 °C |
| Densidade | 1,023–1,026 |
| PAR | 50–150 |
| Fluxo | Moderado |
| Reef safe | Com ressalva |
| Dificuldade | Fácil |
A tese: o coral mais seguro do aquário é o mais perigoso para você
Zoas praticamente não morrem por erro de manejo comum. O risco delas é humano. O protocolo, que não deve ser flexibilizado:
- Luva de borracha grossa até o antebraço e óculos de proteção sempre que cortar, colar ou remover zoas.
- Manipule submerso, dentro de um recipiente com água do aquário, para evitar respingo e aerossol.
- Nunca ferva nem raspe a seco rocha com zoas. Existem casos documentados de intoxicação respiratória em aquarista doméstico justamente por aquecer ou raspar rocha colonizada.
- Nada de manipular com ferida aberta na mão. Lave tudo depois, e ventile o ambiente durante o trabalho.
Se após manuseio surgirem sintomas respiratórios, febre ou mal-estar, procure atendimento médico e informe que houve contato com zoantídeos de aquário marinho.
Luz e posição
Faixa de referência de PAR entre 50 e 150 — pouca luz para os padrões de recife. Isso torna a zoa versátil: funciona na base, no meio da rocha e em prateleiras laterais.
Ainda assim, aclimatação vale. Frag comprado em loja com luz fraca e transferido direto para o topo da rocha fecha os pólipos e pode esticar o pé em busca de sombra. Comece na parte baixa da faixa e suba aos poucos. A leitura do coral é fácil: pólipo bem aberto e disco chapado é boa posição; pólipo fechado por dias, ou esticado como se procurasse algo, é sinal para mover.
Cor também responde à luz. Variedades muito coloridas costumam desbotar sob luz insuficiente e perder o contraste que motivou a compra.
Fluxo: o que acontece quando erra
Fluxo médio. O papel dele aqui é limpar o tapete de pólipos: em fluxo fraco, detrito e areia se acumulam sobre a colônia, os pólipos param de abrir e a colônia começa a derreter por baixo. Em fluxo forte demais e direto, os pólipos ficam retraídos e o crescimento estagna.
Se você vê areia depositada sobre as zoas depois de cada manutenção, o problema é posição, não limpeza: mude a colônia para um ponto com passagem de água melhor.
Agressão e alelopatia
Zoas parecem inofensivas, mas ferroam pólipos e corais encostados e avançam por cima da rocha vizinha. O padrão é conhecido: a colônia toma a pedra em alguns meses e chega ao vizinho lento — um cogumelo, um LPS pequeno, um frag ainda em recuperação.
Duas medidas práticas: colocar as zoas em uma pedra com contorno definido, cercada de areia ou com um degrau de rocha nua, e usar carvão ativado no sistema. Em aquário pequeno com muitos zoantídeos, a guerra química com corais moles é perceptível.
Química e nutrientes
Não tem esqueleto de aragonita, então não é grande consumidor de cálcio. Mantenha a alcalinidade estável na mesma faixa do restante do sistema e pronto — a zoa não pede química própria.
Ela é, aliás, um dos poucos corais que costuma ir melhor em aquário com nutriente presente do que em sistema ultrafiltrado. Se as suas zoas fecham em um aquário com nitrato e fosfato no chão, considere que o problema pode ser justamente a falta de nutriente, e não excesso.
Pragas e propagação
Zoa tem pragas específicas, e todas se tratam melhor cedo: nudibrânquios que comem zoas e imitam a cor da colônia, caramujos-sundial, e o quadro genérico conhecido como zoa pox, com pontinhos brancos sobre o disco. A prevenção que funciona é banho de imersão e inspeção com lupa em todo frag novo, antes de entrar no aquário.
Propagar é trivial e é o motivo de a espécie circular tanto entre aquaristas: corte um pedaço da rocha ou do plug com alguns pólipos, sempre com luva e submerso, e cole em um plug novo. Feito no aquário maduro, o frag se recupera em dias.
No Brasil, zoas estão em praticamente toda loja marinha e são a moeda de troca informal entre aquaristas, o que barateia a entrada no hobby — e também é como pragas viajam de aquário em aquário. Trate frag de amigo com o mesmo rigor de frag de loja.
Que luz sustenta este coral?
A faixa de PAR desta espécie é 50–150 µmol. Luminária de reef se escolhe por PAR na posição do coral, não por watt nem por litro. O que decide é onde ele fica na rocha e a que altura está a luz. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Zoas são realmente perigosas em casa?
O risco existe e está documentado, principalmente por aerossol ao aquecer ou raspar rocha colonizada a seco. Com luva, óculos e manipulação submersa, o manejo é seguro. O que não se deve fazer é tratar a colônia como um objeto qualquer durante uma reforma de layout.
Minhas zoas fecharam e não abrem. Por quê?
As causas mais comuns, em ordem: detrito ou areia depositados sobre a colônia por fluxo fraco, mudança recente de luz, praga escondida entre os pólipos e nutrientes muito baixos. Inspecione a colônia com lupa antes de mexer em parâmetros.
Quanta luz elas precisam?
A faixa de referência é PAR de 50 a 150, o que é pouco para padrões de recife e permite posições baixas e laterais. Suba a colônia gradualmente e observe a abertura dos pólipos: eles indicam a posição certa melhor que qualquer estimativa.
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Fontes: www.extremecorals.com · www.sahealth.sa.gov.au