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Montipora capricornis: guia de cultivo

Publicado em 14 de agosto de 2026 · leitura de 4 min

Montipora capricornis em placa espiralada de camadas sobrepostas, laranja com bordas verdes, fixada na lateral da rocha

A Montipora capricornis é o SPS que a maioria dos aquaristas consegue manter antes de conseguir manter Acropora. Ela cresce em placas ou espirais horizontais, aceita uma faixa de luz mais larga e perdoa alguma oscilação. O problema dela não está na face de cima, que todo mundo olha, e sim na face de baixo, que ninguém olha.

Resumo rápido

A tese: a capricornis morre por baixo. É na face inferior da placa, sombreada e sem fluxo, que a perda de tecido começa — e é no nudibrânquio de Montipora, pontos brancos de 1 a 8 mm, que a colônia se perde depois. Trabalhe com PAR de 150 a 250, fluxo médio que alcance a parte de baixo, e ponto elevado com espaço livre embaixo.

Nome científicoMontipora capricornis
Aquário mínimo114 L
Temperatura22–26 °C
Densidade1,023–1,025
PAR150–250
FluxoModerado
Reef safeReef safe
DificuldadeIntermediário

Quem é a capricornis

É um coral duro de pólipo pequeno (SPS) que forma placas horizontais, muitas vezes empilhadas em espiral. Diferente das Montiporas incrustantes, ela cresce para fora do substrato, criando uma superfície superior exposta à luz e uma face inferior permanentemente sombreada.

É classificada como de dificuldade média, pacífica e reef safe. Comparada à Acropora, aceita faixa maior de temperatura, de 22 a 26 °C, e densidade de 1,023 a 1,025, com volume mínimo de referência de 114 litros.

Posição e PAR

A faixa de PAR é de 150 a 250 µmol·m⁻²·s⁻¹, o que a coloca em posição média a alta, mas não necessariamente no ponto mais intenso da luminária. Ela é um SPS que tolera menos luz do que a maioria dos SPS, e essa é a razão de ser o primeiro coral duro de muita gente.

O detalhe de posicionamento é estrutural: coloque a colônia em ponto elevado e com espaço livre embaixo. Placa encostada na rocha cria uma cavidade sem circulação onde detrito acumula e o tecido inferior morre. Coral novo, mesmo aqui, entra na sombra e sobe ao longo de duas a quatro semanas.

Fluxo: o que ninguém olha é a face de baixo

Fluxo médio, turbulento, e com uma exigência específica: a água precisa chegar na face inferior da placa. É ali que a perda de tecido começa, e o processo é silencioso, porque a face que o aquarista observa continua com cor e pólipo aberto enquanto a de baixo já está descoberta.

Na prática, inspecione a parte de baixo periodicamente com lanterna, ou posicione a colônia de modo que ela fique visível de lado. Descobrir a perda com dois centímetros de esqueleto exposto é recuperável; descobrir com metade da placa, não.

Nudibrânquio de Montipora

É a praga que mais tira colônias de Montipora do hobby. São nudibrânquios pequenos, de 1 a 8 mm, que aparecem como pontos brancos sobre o coral e se alimentam do tecido, deixando trilhas de esqueleto branco. Eles se escondem na face inferior e na base, exatamente onde já é difícil olhar.

A conduta é a mesma de qualquer praga de coral: inspeção com lupa antes de entrar, troca de plug, quarentena de coral e vigilância contínua. Nenhum banho de dip mata ovos, então um único dip na entrada não resolve; é preciso repetir e observar ao longo de semanas.

Química e crescimento

Como SPS, a capricornis consome alcalinidade e cálcio de forma consistente, e a demanda cresce junto com a colônia — placa cresce rápido, e o consumo do mês que vem não é o de agora. Os alvos que o aquacalc publica são 7 a 9 dKH, cálcio de 400 a 550 ppm e magnésio de 1250 a 1400 ppm.

A regra de estabilidade vale aqui também: SPS reage mal a degrau de alcalinidade, e o mesmo limite de variação diária usado para Acropora, cerca de 0,5 dKH, é um teto prudente. Nutriente zerado também cobra o preço, com bordas clareando e crescimento parando.

Propagação

Montipora em placa é das mais fáceis de fragmentar: corta-se um pedaço da borda com serra ou alicate e cola-se em plug com cianoacrilato. A borda é a região de crescimento ativo, então frag de borda pega mais rápido que frag de miolo.

Depois do corte, mantenha o frag em fluxo médio e luz na parte baixa da faixa por alguns dias, e observe a linha do corte: encrustamento sobre o plug em uma a duas semanas indica que o frag pegou.

Sinais de problema

  • Esqueleto branco avançando pela face inferior: falta de fluxo e detrito acumulado embaixo da placa.
  • Pontos brancos de 1 a 8 mm e trilhas de tecido perdido: nudibrânquio de Montipora.
  • Bordas clareando com crescimento parado: típico de nutriente muito baixo, principalmente com alcalinidade alta.
  • Coral fechado e sem brilho depois de mudança recente: procure o que mudou nas últimas 48 horas antes de mexer em qualquer outra coisa.
Erro comumEncostar a placa na rocha. Sem espaço livre embaixo, a face inferior fica sem fluxo, acumula detrito e começa a perder tecido bem antes de o aquarista notar qualquer coisa na face de cima. Monte em ponto elevado e inspecione a parte de baixo com lanterna.
Erro comumComprar Montipora nova e colar direto no display. É o coral com praga específica documentada, o nudibrânquio de 1 a 8 mm; sem quarentena, troca de plug e dips repetidos, a praga entra e só aparece quando já há trilhas de esqueleto exposto.
Erro comumTratar a capricornis como coral mole por ela ser um SPS fácil. O consumo de alcalinidade e cálcio é contínuo e cresce com a colônia: sem teste regular e reposição suave, o degrau químico aparece e o coral responde com perda de tecido.
Que luz sustenta este coral?

A faixa de PAR desta espécie é 150–250 µmol. Luminária de reef se escolhe por PAR na posição do coral, não por watt nem por litro. O que decide é onde ele fica na rocha e a que altura está a luz. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.

Perguntas frequentes

Quanto de luz a Montipora capricornis precisa?

De 150 a 250 de PAR, faixa menor que a de Acropora, o que a torna viável em sistemas com iluminação mais modesta. Coral novo entra na sombra e sobe ao longo de duas a quatro semanas, mesmo dentro dessa faixa.

Por que minha capricornis está perdendo tecido sem motivo aparente?

Na maioria das vezes o motivo está na face inferior da placa, onde falta fluxo e sobra detrito, ou em nudibrânquios escondidos ali. Vire a lanterna para baixo antes de mexer nos parâmetros da água.

Como identifico o nudibrânquio de Montipora?

São animais de 1 a 8 mm, brancos, que aparecem como pontos sobre o tecido e deixam trilhas de esqueleto limpo. Eles se concentram na base e na face inferior. Dip não mata os ovos, então o controle exige repetição e quarentena.

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Fontes: www.liveaquaria.com · topshelfaquatics.com