| Nome científico | Euphyllia ancora |
|---|---|
| Aquário mínimo | 114 L |
| Temperatura | 24–26 °C |
| Densidade | 1,023–1,026 |
| PAR | 50–200 |
| Fluxo | Moderado |
| Reef safe | Com ressalva |
| Dificuldade | Intermediário |
A tese: você não posiciona um martelo, você reserva um espaço para ele
Antes de pensar em luz e fluxo, desenhe no layout um raio de pelo menos 15 cm livre em volta do coral, considerando a expansão que ele terá quando aberto — e não o tamanho do frag no dia da compra. Esse é o número que vem da ficha da espécie: os tentáculos varredores chegam a 15 cm e só saem à noite.
O erro típico não é colocar dois corais colados; é colocar dois corais com 8 cm de distância, achar que está tudo bem por duas semanas e descobrir a queimadura quando o vizinho já perdeu tecido.
Agressão: 15 cm, inclusive entre Euphyllia
A regra vale para qualquer vizinho, e vale também para outras Euphyllia de espécie diferente — martelo com tocha, por exemplo, costuma dar briga. Colônias da mesma espécie e da mesma origem em geral toleram contato, mas essa é a exceção, não o padrão que se deve assumir.
Sinais de que houve ataque noturno: tecido recuado em um lado do vizinho, esqueleto exposto justamente na face voltada para o martelo, pólipos que passam a abrir só do lado oposto. Se aparecer, afaste — mover o agressor ou o agredido, tanto faz, desde que a distância volte a existir.
Vale também para a alelopatia difusa: em aquário pequeno com muitos corais brigando quimicamente, carvão ativado e trocas de água regulares reduzem a guerra invisível.
Luz: faixa e rampa de aclimatação
A faixa de referência é PAR de 50 a 200. Isso é luz moderada, e é uma boa notícia: martelo prospera em posições de meia altura, sem precisar do topo da rocha.
O que mata coral caro é a pressa. Nunca coloque o coral na posição final no primeiro dia. A rampa prática:
- Semana 1: base do aquário ou sombra da rocha, na parte baixa da faixa (perto de 50).
- Semanas seguintes: suba uma posição por semana, observando expansão dos pólipos antes de cada mudança.
- Só fixe definitivamente quando o coral estiver bem aberto e com cor estável por vários dias na posição atual.
Se você não tem medidor de PAR, use o comportamento como instrumento: pólipos bem inflados e cor estável indicam posição adequada; retração persistente ou branqueamento indicam luz demais rápido demais.
Fluxo: médio e indireto
Fluxo médio, sempre indireto — o coral deve balançar suavemente, não ser empurrado. Fluxo direto e forte mantém os pólipos retraídos e pode rasgar o tecido inflado sobre o esqueleto, que é a porta de entrada para infecção.
O extremo oposto também cobra: fluxo baixo demais deixa detrito acumular entre as cabeças e no esqueleto, e detrito parado em LPS é o ponto de partida clássico da brown jelly, quando o tecido se solta em uma massa marrom e o coral pode ser perdido em poucos dias. Se enxergar acúmulo, sopre com uma pêra de borracha durante a manutenção.
Alimentação e química
É fotossintético: a luz sustenta a colônia. Alimentação direta com mysis ou alimento carnudo picado é opcional e acelera o crescimento, mas em aquário pequeno cobra o preço em nitrato e fosfato. Se alimentar, faça pouco, de noite e com circulação reduzida.
Como LPS com esqueleto de aragonita, ele consome cálcio e alcalinidade para crescer. As fichas da LiveAquaria para esse coral trabalham com cálcio de 420 a 440 ppm e alcalinidade de 8 a 11 dKH; o valor exato importa menos que a estabilidade. Oscilação de alcalinidade é o que produz recessão de tecido em Euphyllia mais rápido do que qualquer outra causa química.
Propagação e o mercado brasileiro
A forma ramificada, que é a mais comum no varejo, é fácil de fragar: identifique o ponto onde uma cabeça se separa do tronco e corte o esqueleto — não o tecido — com uma serra fina ou alicate ósseo, sempre com o coral fora da coluna de água por pouco tempo e com o corte longe do tecido vivo. Depois, cole a base no plug e devolva a uma posição de fluxo suave e luz baixa por alguns dias.
A forma de parede, com esqueleto contínuo, não fraga bem — cortar significa ferir tecido e o risco de perder a colônia inteira é alto.
No Brasil, martelo é um dos LPS mais bem servidos por frag nacional, o que reduz preço e, principalmente, estresse de transporte. Frag nacional aclimatado tem taxa de aceitação melhor do que colônia importada recém-chegada. Na hora da compra, verifique se as cabeças abrem bem na loja e se não há esqueleto exposto na base.
Que luz sustenta este coral?
A faixa de PAR desta espécie é 50–200 µmol. Luminária de reef se escolhe por PAR na posição do coral, não por watt nem por litro. O que decide é onde ele fica na rocha e a que altura está a luz. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Posso colocar martelo e tocha lado a lado?
Não sem distância. São espécies diferentes de Euphyllia e costumam brigar; mantenha a mesma folga de 15 cm que você daria a qualquer outro vizinho. Cabeças da mesma colônia, sim, ficam juntas.
Preciso alimentar o coral-martelo?
Não é obrigatório: ele é fotossintético e vive da luz. Alimentar com mysis ou alimento carnudo picado, à noite e com circulação reduzida, acelera o crescimento, mas aumenta a carga de nutrientes do sistema.
Ele fechou e não abre mais. O que verificar primeiro?
Nesta ordem: fluxo direto batendo nele, mudança recente de posição ou de luz, oscilação de alcalinidade e detrito acumulado no esqueleto. Se houver massa marrom se soltando do tecido, trate como emergência e isole o coral.
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Fontes: www.liveaquaria.com · tidalgardens.com