| Nome científico | Duncanopsammia axifraga |
|---|---|
| Aquário mínimo | 76 L |
| Temperatura | 24–26 °C |
| Densidade | 1,023–1,026 |
| PAR | 80–150 |
| Fluxo | Baixo |
| Reef safe | Reef safe |
| Dificuldade | Fácil |
Quem é o duncan e por que ele é o LPS de entrada
O duncan é um LPS colonial: cada cabeça tem um disco oral cercado de tentáculos longos e claros, e a colônia cresce ramificando novas cabeças a partir da base. É classificado como fácil e considerado reef safe: é pacífico, não ataca vizinho por contato e não tem o varredor noturno de Euphyllia ou Favia. Para quem quer o visual de LPS carnudo sem o risco de queimar metade do rack, é o ponto de partida óbvio.
Ele é fotossintético, ou seja, tem zooxantelas e obtém parte da energia da luz. Mas apenas parte: a taxa de crescimento responde muito mais à alimentação do que à intensidade luminosa.
Posição, PAR e fluxo
A faixa de PAR do duncan é de 80 a 150 µmol·m⁻²·s⁻¹, o que o coloca na região média do aquário ou na base sob uma iluminação forte. Não é coral de topo: sob PAR alto ele encolhe os tentáculos e perde a aparência inflada que é o motivo de comprá-lo.
O fluxo pedido é baixo. O critério prático é visual: os tentáculos devem balançar preguiçosamente, sem nunca serem empurrados contra o esqueleto. Fluxo direto e forte mantém o coral retraído e, com o tempo, expõe o esqueleto entre as cabeças.
Ao entrar no aquário, comece na sombra e suba de posição ao longo de duas a quatro semanas. Coral vindo de loja ou de outro sistema quase sempre estava sob luz diferente, e a queimadura por excesso de luz aparece dias depois, quando já é tarde.
Alimentação: o que faz cabeça nova
Este é o ponto que separa um duncan bonito de um duncan que triplica de tamanho. Alimente com mysis duas a três vezes por semana, entregando o alimento diretamente sobre as cabeças com pipeta ou seringa, de preferência com as bombas de circulação desligadas por alguns minutos.
O duncan responde rápido: os tentáculos se fecham sobre o alimento e o levam ao disco oral. Uma colônia bem alimentada costuma emitir cabeça nova em ritmo quase mensal. Se ele recusa comida por vários dias seguidos, o problema não é o menu, é a água ou a posição.
Alimentar tem custo: sobra de mysis vira nitrogênio e fósforo no sistema. Alimente o coral, não o aquário, e retire o que ficou sobrando.
Vizinhança e espaço
O duncan é pacífico, mas não é imune. Ele não tem varredor longo para se defender, então perde qualquer disputa contra Euphyllia, Favia, Favites ou Galaxea. Na prática, quem precisa de distância é ele, e a folga tem de ser calculada pelo alcance do vizinho agressivo, não pelo tamanho da colônia de duncan.
Além disso, ele expande. Reserve espaço livre em volta da base, porque a colônia cresce lateralmente ramificando cabeças e, em um ou dois anos, ocupa uma área várias vezes maior que a do frag original.
Água e química
Temperatura de 24 a 26 °C e densidade de 1,023 a 1,026, com sistema mínimo de 76 litros. Como todo coral com esqueleto calcário, o duncan consome alcalinidade, cálcio e magnésio, mas em quantidade modesta comparada à de um SPS.
Os alvos que o aquacalc publica são 7 a 9 dKH de alcalinidade (Randy Holmes-Farley trabalha com 7 a 11), cálcio de 400 a 550 ppm e magnésio de 1250 a 1400 ppm. O número exato importa menos que a estabilidade: escolha um alvo dentro da faixa e não o deixe passear. Em aquário só com corais moles, LPS e duncan, uma TPA regular com sal de qualidade costuma bastar; a dosagem entra quando o teste mostrar queda consistente de KH entre uma TPA e outra.
Propagação
Propagar duncan é simples porque a colônia já vem naturalmente dividida em cabeças. O corte é feito na ramificação entre cabeças, com alicate de corte ósseo, tentando nunca ferir o disco oral. Cada cabeça isolada, colada em plug, se estabelece como colônia nova.
Depois do corte, mantenha o frag em fluxo baixo e luz na parte inferior da faixa por alguns dias. É normal ele ficar retraído por 24 a 48 horas. Voltar a aceitar comida é o sinal de que se recuperou.
Sinais de que algo está errado
- Tentáculos curtos e disco oral fechado o dia inteiro: luz demais ou fluxo direto demais. Desça o coral e reduza o jato.
- Cabeças com esqueleto exposto na base: perda de tecido, geralmente por instabilidade de parâmetro ou agressão de vizinho à noite.
- Recusa de comida por dias: teste a água antes de mudar qualquer coisa de posição.
- Filme marrom gelatinoso cobrindo cabeças: infecção progressiva; isole a colônia, remova o tecido afetado com jato de água do próprio sistema e corte cabeças sadias como seguro.
Que luz sustenta este coral?
A faixa de PAR desta espécie é 80–150 µmol. Luminária de reef se escolhe por PAR na posição do coral, não por watt nem por litro. O que decide é onde ele fica na rocha e a que altura está a luz. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Duncan precisa mesmo ser alimentado?
Para sobreviver, não: ele é fotossintético e se mantém com luz. Para crescer, sim. A diferença entre uma colônia parada e uma que solta cabeça nova quase todo mês é mysis duas a três vezes por semana, entregue diretamente sobre as cabeças.
Quanta luz o duncan aguenta?
A faixa de trabalho é de 80 a 150 de PAR, o que corresponde à região média ou à base do aquário na maioria dos sistemas com LED. Sob luz mais forte ele não morre de imediato, mas fica retraído e perde o volume dos tentáculos.
Duncan é agressivo com outros corais?
Não. Ele é pacífico e não tem tentáculo varredor longo, por isso é reef safe. O cuidado é o inverso: proteja o duncan dos vizinhos agressivos, principalmente Euphyllia, Favia e Favites, que atacam à noite.
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Fontes: www.extremecorals.com · www.liveaquaria.com