| Nome científico | Discosoma sp. |
|---|---|
| Tamanho adulto | 4 cm |
| Aquário mínimo | 38 L |
| Temperatura | 24–26 °C |
| Densidade | 1,023–1,026 |
| PAR | 30–100 |
| Fluxo | Baixo |
| Reef safe | Reef safe |
| Dificuldade | Fácil |
A tese: quando ele encolhe, tire luz — não mexa na comida
O cogumelo é um instrumento de leitura fácil. Com luz excessiva, o disco encolhe e se estica, ficando com aparência afunilada, como se procurasse se enrolar. O reflexo do aquarista novo é achar que falta alimento ou nutriente, e começar a dosar coisas.
A correção certa é mecânica: desça o coral para a base da rocha ou para uma posição mais sombreada e espere alguns dias. Disco largo, chapado e bem aberto é o sinal de que ele encontrou o lugar dele.
Luz: PAR de 30 a 100
A faixa de referência é PAR entre 30 e 100, a mais baixa deste conjunto de corais. Isso o torna ideal para a metade inferior do aquário, para nichos sombreados e para sistemas com iluminação modesta.
Aclimatação, aqui, quase sempre é no sentido inverso do usual: o risco é colocá-lo alto demais. Comece embaixo. Se a cor empalidecer ou o disco encolher em poucos dias, ele está recebendo luz demais mesmo em uma posição que parecia discreta — sombras variam muito conforme a luminária.
Fluxo baixo e por que isso importa
Fluxo baixo. Em corrente forte, o disco se dobra, não abre e o coral pode se soltar do substrato e sair passeando pelo aquário até parar em uma bomba. Cogumelo solto costuma acabar mal.
Fluxo baixo demais, por outro lado, deixa detrito assentar sobre o disco. O ponto ideal é aquele em que o coral fica plano e a superfície dele se mantém limpa — se você precisa soprar o disco a cada manutenção, o local está morto demais.
Nutrientes: a exceção do reef
Enquanto SPS sofre com nutriente alto, Discosoma prospera nele. Em aquários com nitrato e fosfato mensuráveis, ele cresce e cobre rocha; em sistemas ultrafiltrados, tende a ficar pequeno e sem cor.
Sem esqueleto de aragonita, não consome cálcio de forma relevante. Basta manter alcalinidade e demais parâmetros estáveis na mesma faixa do sistema. Alimentação direta é dispensável: ele é fotossintético e o que ele captura de matéria orgânica na água já vem de graça.
Agressão e convivência
Seguro para reef, mas semi-agressivo por ocupação: cresce lateralmente e toma espaço de vizinhos lentos, se instalando por cima da rocha. Como se prende à pedra e se solta com o dedo, o manejo é simples — basta remover discos que avançaram para onde não deveriam.
Ele também é uma boa companhia justamente porque ocupa uma faixa de luz e fluxo que os outros corais não disputam. Em vez de brigar por posição no topo, o Discosoma resolve a parte de baixo do layout.
Propagação e mercado brasileiro
Fragar é fácil e não exige serra: separe o disco do substrato com uma lâmina, deixando o pé íntegro, e coloque o pedaço em um recipiente raso com um plug ou uma pedrinha e pouco fluxo, dentro do aquário. Em alguns dias ele se prende sozinho. Também é comum ele se dividir por conta própria quando está confortável.
No varejo brasileiro, cogumelos aparecem em praticamente toda loja marinha, com preço baixo nas variedades comuns e valores altos nas variedades importadas de coloração selecionada. Para quem está montando o primeiro reef, é uma das compras de menor risco — e uma das poucas que aceita um aquário ainda em amadurecimento, com nutriente instável.
Que luz sustenta este coral?
A faixa de PAR desta espécie é 30–100 µmol. Luminária de reef se escolhe por PAR na posição do coral, não por watt nem por litro. O que decide é onde ele fica na rocha e a que altura está a luz. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Cogumelo serve para aquário nano com luz fraca?
É provavelmente a melhor escolha nesse cenário. A referência de sistema é 38 litros e a faixa de luz vai de PAR 30 a 100, o que cabe em iluminação modesta. Só garanta fluxo baixo e um ponto sombreado.
Meu cogumelo se soltou e sumiu. E agora?
Procure-o nos cantos e atrás da rocha; se estiver íntegro, coloque-o em um recipiente raso com um plug e pouco fluxo até se prender de novo. Depois revise a posição: soltar é quase sempre resposta a fluxo forte ou luz demais.
Preciso alimentar Discosoma?
Não. Ele é fotossintético e se sustenta com luz baixa, aproveitando ainda a matéria orgânica presente na água. Alimentar diretamente só aumenta a carga de nutrientes sem ganho proporcional.
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Fontes: www.extremecorals.com · www.liveaquaria.com