| Nome científico | Acropora spp. |
|---|---|
| Aquário mínimo | 150 L |
| Temperatura | 24–27 °C |
| Densidade | 1,025–1,026 |
| PAR | 250–400 |
| Fluxo | Forte |
| Reef safe | Reef safe |
| Dificuldade | Difícil |
O que é Acropora e por que ela é classificada como difícil
Acropora é um gênero de coral duro de pólipo pequeno (SPS), de esqueleto ramificado e crescimento rápido quando as condições se mantêm. A dificuldade não está em nenhum parâmetro isolado, e sim na tolerância estreita à variação. Onde um coral mole absorve um tranco de alcalinidade sem reagir, a Acropora responde com perda de tecido irreversível.
Ela é pacífica no sentido de não atacar vizinhos com varredores, mas compete por espaço e sombreia o que estiver abaixo dela quando cresce. É reef safe, com a ressalva de que dificilmente o resto do sistema é safe para ela.
Sistema mínimo e maturidade
O volume mínimo de referência é 150 litros, temperatura de 24 a 27 °C e densidade de 1,025 a 1,026 — faixa estreita, coerente com um animal que não gosta de mudança. Mas o requisito que mais pesa não é volume, é tempo: só entre com Acropora em sistema rodando há 6 a 12 meses.
A razão é prática. Sistema novo ainda está definindo consumo de alcalinidade e cálcio, ainda tem picos de nutriente, ainda passa por ciclos de alga e ainda depende de intervenção manual frequente. Cada uma dessas coisas é uma oscilação, e é a oscilação que mata.
Luz e aclimatação luminosa
A faixa de PAR é de 250 a 400 µmol·m⁻²·s⁻¹, em posição de topo. Esse número costuma ser lido como licença para colocar o frag novo direto sob o ponto mais forte da luminária, o que é um erro caro.
Um frag vindo de fazenda ou de loja quase sempre vinha de intensidade menor. Comece na base ou na sombra e suba ao longo de duas a quatro semanas, ou reduza a intensidade da luminária e recupere ao longo de aproximadamente um mês. Branqueamento por choque de luz é uma das causas mais comuns de perda de frag recém-chegado, e ele não aparece no mesmo dia.
Fluxo
Fluxo alto é obrigatório, e turbulento, não laminar. A função é dupla: levar nutriente e oxigênio até os pólipos e impedir que detrito assente entre os ramos. Detrito parado na base da colônia é ponto de partida clássico de perda de tecido.
O ajuste se lê no coral: os pólipos devem ficar visíveis e vibrando, e não permanentemente colados no esqueleto. Se o coral fica fechado o tempo todo, o jato está direto demais; se detrito acumula na base, está fraco demais.
Química: o parâmetro que decide tudo
Oscilação de alcalinidade acima de cerca de 0,5 dKH por dia é o gatilho documentado de RTN e STN em Acropora, com colônia derretendo em horas. Por isso o gênero praticamente exige dosagem automatizada: dosar à mão uma vez por dia significa entregar toda a reposição de um golpe e criar exatamente a variação que se quer evitar.
Os alvos que o aquacalc publica são 7 a 9 dKH, cálcio de 400 a 550 ppm e magnésio de 1250 a 1400 ppm. O valor escolhido importa menos que a constância dele. Com SPS no sistema, alcalinidade passa a ser teste de duas vezes por semana, no mínimo, e todo ajuste de método de suplementação é feito em degraus pequenos.
Nutriente zerado também é instabilidade. Acropora com nitrato e fosfato no chão queima ponta e clareia, e o quadro piora justamente quando a alcalinidade está na parte alta da faixa.
RTN, STN e o que fazer quando começa
RTN (necrose rápida de tecido) é a perda de tecido em horas, tipicamente da base para a ponta, deixando esqueleto branco limpo. STN (necrose lenta) faz o mesmo em dias. Em ambos os casos, o esqueleto exposto é branco brilhante, diferente do branco opaco do branqueamento por luz ou temperatura.
Não existe medicamento. A conduta é: testar alcalinidade, cálcio, magnésio, salinidade e temperatura imediatamente, procurar o que mudou nas últimas 48 horas, parar de mexer no sistema e cortar frags das porções ainda sadias como seguro. Colar o frag salvo em outro ponto do sistema ou em outro aquário aumenta a chance de não perder a genética inteira.
Pragas e entrada de coral novo
Acropora carrega pragas específicas: vermes planos de Acropora, que se escondem sob a base e deixam marcas de mordida, e os chamados red bugs, crustáceos minúsculos que deixam o coral com pólipos fechados e coloração apagada. Nenhum banho de dip mata ovos, então confiar só no dip é semear a praga no display.
O procedimento correto é inspecionar o frag com lupa, raspar posturas, trocar o plug de origem e manter quarentena de coral antes de entrar no aquário principal. Vale o mesmo critério da água: com Acropora, o custo do erro é uma colônia inteira.
Que luz sustenta este coral?
A faixa de PAR desta espécie é 250–400 µmol. Luminária de reef se escolhe por PAR na posição do coral, não por watt nem por litro. O que decide é onde ele fica na rocha e a que altura está a luz. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Dá para manter Acropora sem dosadora?
Dá, mas o risco sobe muito. O gatilho de RTN e STN é variação de alcalinidade acima de cerca de 0,5 dKH por dia, e dose manual concentrada em um único momento do dia produz justamente esse degrau. Dosagem automatizada em várias tomadas ao longo do dia é o que torna o gênero previsível.
Meu Acropora branqueou da base para a ponta em uma noite. O que foi?
O quadro descrito é RTN. Não há tratamento: teste alcalinidade, cálcio, magnésio, salinidade e temperatura, identifique o que mudou nas últimas 48 horas, pare de intervir no sistema e corte frags das porções ainda com tecido para preservar a genética.
Quanto de luz Acropora precisa?
De 250 a 400 de PAR, em posição de topo, com fluxo alto e turbulento. Esse é o alvo depois da aclimatação, nunca o ponto de entrada de um frag novo.
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Fontes: metareef.com · www.extremecorals.com