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Veludo / Oodínio (água doce)

Piscinoodinium pillulare — dinoflagelado (protozoário fotossintético) · também: velvet, oodiniose, gold dust disease, doença do veludo

Água doceDinoflagelado (protozoário fotossintético)

Como reconhecer — do sinal mais característico ao menos

  • pontinhos dourados/ferrugem muito finos, como pó (melhor visíveis com lanterna lateral)
  • peixe respirando na superfície (piping)
  • letargia, nadadeiras fechadas
  • raspagem em objetos
  • quando só nas guelras: nenhum sinal externo além da respiração rápida

Não confunda com

  • íctio (pontos brancos maiores e distintos)
  • brilho natural de muco sob luz
  • columnaris de guelra (respiração rápida sem pó dourado)

O que abre a porta

Estresse de transporte e quarentena ausente; comum em tigrinho (barbo), paulistinha, labirintídeos. Parasita fotossintético — luz forte o favorece.

Como evolui

Alto potencial de mortalidade; surtos em lote de peixes jovens matam rápido (Merck: letargia, piping e morte).

Tratamento — o que a fonte diz, com a fonte

Nenhuma dose abaixo foi inventada: cada protocolo aponta a fonte de onde saiu. Dose se calcula sobre o volume LÍQUIDO real (desconte substrato e rochas) — a calculadora de litragem faz essa conta.

Labcon Ictio (indicado na bula para Oodiniose)

Protocolo: para oodiniose: 1 gota por litro (dose dobrada da usada para íctio); aplicar à noite; repetir a cada 48 h
Duração: até desaparecimento dos sintomas
bula reproduzida por lojista (o site oficial da fabricante bloqueia leitura por robots.txt) — CONFERIR NA EMBALAGEM antes de seguir
Segurança: Contém cobre e verde malaquita — sem invertebrados; não usar com KH < 50 ppm; cuidado com neons e peixes sem escamas.

Sulfato de cobre

Protocolo: em aquicultura: alcalinidade total ÷ 100 = dose de CuSO4 em mg/L (regra UF IFAS para íctio, aplicada pelo Merck a Piscinoodinium via 'copper sulfate'); no aquário, preferir produto comercial dosado
Duração: múltiplos tratamentos necessários (Merck)
Segurança: Nunca usar com alcalinidade < 50 mg/L; letal para invertebrados e plantas sensíveis.

Cloroquina (uso veterinário, peixes ornamentais)

Protocolo: 10 mg/L em banho indefinido (dose Merck para dinoflagelados, não-alimentares)
Duração: redosar após 7–8 dias se preciso (protocolo SRAC para Amyloodinium)
Segurança: Difícil de obter no Brasil (uso controlado); remover com carvão ativado ao final.

O que NÃO fazer

  • confundir com íctio e subtratar — veludo mata mais rápido pelas guelras
  • manter fotoperíodo forte durante o tratamento (o parasita é fotossintético; reduzir luz é auxiliar plausível, mas sem fonte de protocolo — ver notas)
  • usar cobre com camarões/caramujos no aquário
  • parar na primeira melhora
Camarões, caramujos e corais: Cobre e verde malaquita (Labcon Ictio) matam invertebrados.

Prevenção

Quarentena de todo peixe novo; estabilidade de temperatura; não superlotar transporte.

Sintomas parecidos, doenças diferentes

Antes de tratar, compare com Íctio (doença dos pontos brancos), Veludo marinho, Brooklynellose (doença do palhaço) — e use o identificador por sintomas para ordenar as 20 fichas pelo que você está vendo no aquário.

A água conta metade do diagnóstico: quase toda doença entra por água ruim ou estresse. Cadastre o aquário no Pulso e o diagnóstico confere amônia, nitrito e a faixa de cada espécie antes de você medicar.

Fontes desta ficha