Brooklynellose (doença do palhaço)
Brooklynella hostilis — protozoário ciliado · também: brook, clownfish disease, anemonefish disease
Como reconhecer — do sinal mais característico ao menos
- muco branco espesso em placas/'teias' descamando do corpo (sinal clássico)
- respiração muito rápida, piping
- nadadeiras fechadas, apatia, recusa alimentar
- pele esbranquiçada irregular; morte rápida
- clássico em palhaços recém-importados
Não confunda com
- veludo marinho (pó fino uniforme; brook é muco grosso em placas)
- Uronema (feridas vermelhas abertas)
- excesso de muco por estresse/amônia
O que abre a porta
Estresse de captura/transporte (histórico em palhaços selvagens); superlotação em atacadista; peixe novo sem quarentena.
Como evolui
Agudo: pode matar em 24–72 h após sinais claros (Merck: mortalidade significativa sem tratamento; hobby: curso fulminante).
Tratamento — o que a fonte diz, com a fonte
Nenhuma dose abaixo foi inventada: cada protocolo aponta a fonte de onde saiu. Dose se calcula sobre o volume LÍQUIDO real (desconte substrato e rochas) — a calculadora de litragem faz essa conta.
Banho de formalina
Cobre NÃO é confiável sozinho
O que NÃO fazer
- esperar: brook mata mais rápido que crypto
- banho de formalina sem aeração ou em água quente com pouco O2
- misturar formalina e cobre no mesmo banho (BRS: 'no copper in the formalin bath')
- introduzir palhaço selvagem direto no display
Prevenção
Preferir palhaços de cativeiro; quarentena com banho profilático de formalina em peixes de risco (protocolo BRS).
Sintomas parecidos, doenças diferentes
Antes de tratar, compare com Íctio (doença dos pontos brancos), Vermes de pele e guelra (monogenéticos), Veludo / Oodínio (água doce) — e use o identificador por sintomas para ordenar as 20 fichas pelo que você está vendo no aquário.
A água conta metade do diagnóstico: quase toda doença entra por água ruim ou estresse. Cadastre o aquário no Pulso e o diagnóstico confere amônia, nitrito e a faixa de cada espécie antes de você medicar.