Como calculamos
A vazão recomendada é o volume do aquário multiplicado pelo giro por hora indicado para o objetivo: 3 a 5 vezes o volume por hora para clarificar a água e controlar bactéria/alga em suspensão, ou 0,5 a 1,5 vez o volume por hora para controle de parasitas como Ictio — nesse caso o fluxo precisa ser bem mais lento, porque o organismo é maior e mais resistente, exigindo mais tempo de exposição à luz UV para receber uma dose eficaz.
Por que vazão importa mais que watts
A dose que o microrganismo recebe é a intensidade da luz multiplicada pelo tempo de exposição dentro da câmara — não só a potência da lâmpada. Água passando rápido demais reduz o tempo de contato e a dose recebida, mesmo com uma lâmpada potente. Por isso fabricantes sérios especificam a vazão máxima recomendada para cada objetivo, não só o watt do equipamento — e essa vazão varia por modelo, então trate a faixa desta calculadora como referência e confirme com a ficha técnica do seu esterilizador.
Perguntas frequentes
Qual vazão usar no esterilizador UV?
Depende do objetivo. Para clarificar a água e controle geral de bactéria/alga em suspensão, o giro recomendado é de 3 a 5 vezes o volume do aquário por hora. Para controle de parasitas (como Ictio), o fluxo precisa ser bem mais lento — 0,5 a 1,5 vez o volume por hora — porque o organismo precisa de mais tempo de exposição à luz UV para receber uma dose eficaz.
Preciso trocar a lâmpada UV mesmo se ela ainda acende?
Sim. A radiação germicida (UV-C) cai bem antes da luz visível parar de aparecer. Troque a lâmpada a cada 6 a 12 meses conforme o fabricante, mesmo que ela pareça funcionando normalmente.
UV substitui o filtro?
Não. O esterilizador UV não remove partículas nem faz filtragem biológica — ele só irradia o que passa pela câmara. A água precisa estar mecanicamente filtrada antes do UV: partículas em suspensão bloqueiam a luz e reduzem a eficácia.
O UV precisa dar conta da vazão que passa por ele. Modelo com faixa publicada indica o intervalo em que trata bem. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
De onde vêm os números
O que a literatura publica é DOSE, não giro por hora. A grandeza que decide se o UV mata algo é a dose acumulada — irradiância × tempo de exposição, em microwatts-segundo por cm². Giro por hora é a tradução prática disso para um aquário específico, com aquela lâmpada, aquele reator e aquela transparência de água. Os múltiplos que esta página usa (3 a 5× para clarificar, 0,5 a 1,5× para parasita) são convenção do aquarismo e do fabricante, não dose medida, e é assim que devem ser lidos.
E a dose para parasita é, ela própria, declarada como estimativa. A FA164 — Cryptocaryon irritans Infections, da extensão da Universidade da Flórida (Roy Yanong, revisada em 2024), afirma que "as doses de UV necessárias para Cryptocaryon irritans são anedóticas ou extrapoladas", e cita uma faixa que vai de 280.000 a 800.000 µW·s/cm² — quase três vezes de um extremo ao outro. Quando a fonte técnica declara que o número não foi medido, repetir o número com ar de certeza é que seria desonesto.
O que corrói a dose, e nenhuma conta de giro enxerga. A lâmpada perde saída ao longo da vida útil (daí a troca a cada 6 a 12 meses mesmo funcionando); o quartzo embaça e filtra a própria luz que deveria passar; e água com cor ou matéria orgânica absorve UV antes que ele alcance o organismo. Três aquários com o mesmo giro por hora podem receber doses bem diferentes.
O que esta conta não é. É dimensionamento de compra — que faixa de vazão faz sentido para o seu volume —, não promessa de eliminação. UV trata o que passa por dentro dele: não alcança o que está no substrato, na rocha ou preso ao peixe, e por isso não substitui quarentena nem tratamento. Para parasita, ele é apoio a um protocolo, nunca o protocolo.
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