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aquacalcCalculadoras › Transbordo do sump

Quanta água desce para o sump quando falta luz

O alagamento mais comum do aquarismo com sump não acontece com alguém olhando: acontece quando a energia cai. A bomba de retorno para, o display drena até o dente do overflow, o cano de retorno sifona de volta — e tudo isso vai para uma caixa que já estava com o nível de trabalho. A conta é geometria pura e dá para fazer antes de comprar o sump. Informe as suas alturas.

O display e o overflow

O sump

Desce para o sump

Esta conta não substitui desligar a bomba e olhar. Ela responde antes de você comprar o sump; o teste responde depois de montado. Com o sistema cheio, desligue o retorno e deixe drenar até parar — o nível que a sump alcançar é a sua linha máxima de enchimento. A conta erra pelo que você mediu errado; o teste não erra. O passo a passo está no guia de montar sump.

Como calculamos

Só há uma ideia, e ela é conservação de volume: o nível do display cai até uma certa altura, e tudo que estava acima dela foi parar no sump.

Até que altura ele cai. Dois caminhos se abrem quando a bomba para, e cada um tem o seu ponto de parada. O overflow para de escoar quando a água chega no dente — dali para baixo não há mais o que transbordar. O cano de retorno vira sifão ao contrário e puxa água do display para o sump até o nível descobrir o furo quebra-sifão, quando entra ar e o sifão morre. Como os dois caminhos ficam abertos ao mesmo tempo, o nível final é o mais baixo dos dois pontos de parada: quem estiver embaixo continua drenando depois que o outro já parou.

Os litros. Área do display × altura que o nível desceu ÷ 1000. A página separa a parcela que sai pelo overflow (do nível de trabalho até o dente) da que sai pelo retorno (do dente até o furo), porque as duas se consertam de maneiras diferentes — e soma a água que já estava dentro dos canos e da caixa de transbordo, que desce junto e não depende de altura nenhuma.

A folga. Área do sump × (altura em que ele pode chegar − altura em que ele opera) ÷ 1000. Repare que o que importa não é a capacidade do sump: é o espaço vazio que ele mantém com a bomba ligada. Sump grande cheio até a borda transborda antes de sump pequeno com folga.

As três origens da água, e qual delas costuma ser a maior

A lista das três — cano de dreno, cano de retorno e o próprio aquário — é a que Melev's Reef publica, e ele diz de onde vem a parte do aquário: "determinada pela profundidade do dente do overflow e por quão fundo está o cano de retorno dentro do aquário". É exatamente a conta acima.

A parcela do retorno é a que mais varia, e é a única que se conserta com uma furadeira. Sem furo quebra-sifão, o retorno sifona até a boca do bico — e se o bico estiver 15 cm abaixo do dente, num display de 100 × 40 isso são 60 litros a mais descendo, com a mesma bomba e o mesmo overflow. Com o furo no lugar certo, essa parcela vira quase zero.

A parcela do overflow é a mais fácil de subestimar. Ela parece pouca porque é uma lâmina fina — mas ela é fina sobre a área inteira do display. Um centímetro de lâmina num aquário de 150 × 60 são 9 litros. É por isso que a conta pede a área, e não o "tamanho" do aquário.

O furo quebra-sifão: onde ele vai, e por que são dois

A prática publicada por Melev's Reef é dois furos de 1/8" (cerca de 3 mm) no cano de retorno, meia polegada (≈1,3 cm) abaixo da superfície com o sistema rodando normal. São dois, e a razão dele é a melhor parte: "dois furos são melhores que um, caso um entupa ou um caramujo resolva estacionar em cima do furo na pior hora possível".

Furo alto demais chia e borrifa em operação; furo baixo demais deixa o retorno sifonar antes de quebrar. É por isso que esta calculadora pede a altura do furo e não pergunta se ele existe: quem não tem furo informa a altura da boca do bico de retorno, e a conta mostra o tamanho do problema em litros.

O que esta conta NÃO cobre, e é melhor dizer

Ela é de queda de energia, não de entupimento. O outro alagamento — o dreno entope e a bomba continua empurrando — enche o display, não o sump, e nenhuma folga de sump resolve. São problemas diferentes com o mesmo final.

Ela não sabe do seu reservatório de reposição. Um ATO travado ligado despeja o reservatório inteiro no sump, e isso se soma a tudo aqui. A regra é simples e não precisa de conta: reservatório maior que a folga do sump é um alagamento esperando data. A calculadora de evaporação e ATO dimensiona o reservatório pelo consumo.

Ela supõe que o overflow para no dente. Vale para o aquário furado com caixa interna e para o overflow de pendurar, que também para quando o nível desce abaixo das fendas da caixa interna — é o que Reef Builders descreve. O que muda no de pendurar é a caixa externa, que esvazia inteira: some o volume dela no campo dos canos.

Ela não desconta evaporação. Se o seu sump costuma operar 2 cm abaixo do nível de trabalho no fim do dia, você tem essa folga a mais — e é folga que some no minuto seguinte a uma reposição. Não conte com ela.

Perguntas frequentes

De onde vem a água que desce para o sump quando falta luz?

De três lugares: a lâmina de água do display que está acima do dente do overflow, a água que o cano de retorno sifona de volta até entrar ar pelo furo quebra-sifão, e a que já estava dentro da caixa de transbordo e dos canos. As três descem ao mesmo tempo, e é a soma que precisa caber na folga do sump.

O nível do display cai até onde?

Até a mais baixa entre duas alturas: o dente do overflow e o furo quebra-sifão do retorno. O overflow para de drenar quando a água chega no dente; o retorno para de sifonar quando o nível descobre o furo e entra ar. Quem estiver mais baixo manda, porque o outro caminho continua aberto até lá.

Onde fica o furo quebra-sifão?

A prática publicada é dois furos de cerca de 3 mm no cano de retorno, meia polegada abaixo da superfície da água com o sistema rodando normalmente. São dois e não um porque um deles pode entupir ou receber um caramujo em cima na pior hora possível.

Esta conta substitui desligar a bomba e olhar?

Não. Ela responde antes de você comprar o sump, e o teste responde depois de montado: desligue a bomba de retorno com o sistema cheio e deixe drenar até parar. O nível que a sump alcançar é a sua linha máxima de enchimento. A conta erra pelo que você mediu errado; o teste não erra.

De onde vêm os números

A conta não tem fonte porque não precisa: área × altura ÷ 1000 é conservação de volume, e você refaz no papel. O que tem fonte é o mecanismo — quais caminhos abrem quando a bomba para, e onde cada um estanca.

As três origens da água e o furo quebra-sifão vêm de Melev's Reef — How does a Sump Work?, que publica os dois furos de 1/8" a meia polegada abaixo da superfície e a ordem de grandeza típica do que desce (2 a 3 galões, ou cerca de 8 a 11 litros, num sistema doméstico com o furo no lugar). O comportamento do overflow de pendurar — o nível para quando desce abaixo das fendas da caixa interna, e o retorno sifona até o bico pegar ar — está em Reef Builders — How to Reduce the Risk of Flooding with Hang-on-Back Overflows.

A referência de folga"a maioria dos sumps opera entre 50 % e 60 % da capacidade com a bomba de retorno ligada, de modo que sobre espaço para o refluxo" — é de Bulk Reef Supply — The ABCs of Sumps, fonte comercial, citada como prática de referência do hobby e não como medição. Nós não usamos essa faixa na conta, de propósito: ela é uma regra de bolso sobre um sump genérico, e a sua folga real sai das suas quatro alturas. Ela serve para conferir a ordem de grandeza do que a página devolve.

O teste físico que a nota recomenda — desligar o retorno, deixar drenar e marcar o nível como linha máxima de enchimento — é a prática que a comunidade descreve em Reef2Reef, How to calculate water drainage into sump. Ele vale mais que esta página, e a página diz isso na cara: quem mede não estima.

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