Como calculamos
Volume bruto = comprimento × largura × altura da água ÷ 1000, mais a água que fica na sump em operação (não a capacidade dela: o nível de trabalho). Desse total sai o que a areia ocupa — comprimento × largura × profundidade do leito — e o que a rocha desloca.
Para a rocha usamos as duas medições publicadas, 0,57 e 1,0 L/kg, e entregamos a faixa. A medição com metodologia declarada (140 lb de rocha seca deslocando 9,53 galões) é a de baixo; a de cima vem de um relato com rocha mais porosa. Quem tem Pukani está mais perto de 1,0; quem tem rocha densa, de 0,57.
Por que isso muda a sua dosagem
Alcalinidade, cálcio, magnésio, aminoácidos, bactéria, medicamento — tudo se dosa em função do volume de água. Se o volume real é 13% menor que o bruto, cada dose chega 15% mais concentrada do que você pensa. Não é um erro que aparece de uma vez: aparece como alcalinidade que sobe sozinha, como coral que queima a ponta depois de uma correção, como teste que nunca bate com a conta.
A orientação publicada é unânime no que fazer: dose pelo volume real e, na dúvida, dose por baixo — depois calibre pelo teste. Sobredosar alcalinidade é rápido de fazer e lento de consertar.
O número que vale mais que esta calculadora
Esta página estima. Você pode medir: na próxima vez que montar ou fizer uma manutenção grande, encha o sistema com balde marcado e anote o total. Cinco minutos de anotação valem mais que qualquer faixa — e é o método que todas as fontes recomendam antes de qualquer estimativa.
De onde vêm os números
A parte geométrica não tem fonte porque não precisa. Volume bruto é comprimento × largura × altura da lâmina d’água ÷ 1000, mais a água que a sump carrega no nível de trabalho — não a capacidade dela. Esse nível é o detalhe que mais engana: a sump só está cheia até a linha em que o retorno a mantém, e o resto é folga para o refluxo.
A rocha é onde a honestidade fica difícil, e nós entregamos a faixa em vez de um número. Só encontramos duas medições publicadas com método declarado, e elas divergem: uma pesagem de 140 lb de rocha seca deslocando 9,53 galões dá 0,57 L/kg; outro relato com o mesmo método chega perto de 1,0 L/kg. Não é contradição, é porosidade — rocha tipo Pukani está mais perto de 1,0; rocha densa, de 0,57. Os dois links estão em Fontes, abaixo.
Sobre a qualidade destas fontes, para você calibrar a confiança. São medições de aquaristas em fórum, com método descrito — não são publicação revisada, e nós não temos medição própria para oferecer no lugar. Por isso a página entrega uma faixa e não uma média: média de duas medições divergentes esconde justamente a informação útil, que é o quanto o resultado depende da rocha que você tem.
Por que 13 % de erro no volume importam. Toda dosagem é por litro de água. Se o volume real é 13 % menor que o bruto, cada dose chega 15 % mais concentrada do que você pensa. Não é perigoso; é desperdício de sal e oscilação que ninguém pediu.
O que esta conta não é. Estimativa, e ela se sabe estimativa. A medição de verdade é encher o sistema com balde marcado — chato, e definitivo.
Perguntas frequentes
Uso o volume bruto ou o real para calcular a troca de água?
O real. Uma troca de 15% em cima do volume bruto troca mais água do que você pretendia — o que não é perigoso, mas desperdiça sal e faz a salinidade oscilar mais do que o necessário.
E a água dentro da rocha porosa, conta?
Parte dela circula e parte não. Não há porosidade publicada para rocha de recife, então não dá para separar as duas com fonte. É mais um motivo para medir enchendo do que para estimar.
Meu sump tem refúgio e câmara de skimmer. Que volume eu informo?
O nível de operação, com as bombas ligadas — não a capacidade máxima da caixa. É a água que realmente está circulando no sistema.
Fontes: Medição publicada de deslocamento de rocha seca (140 lb → 9,53 gal) · Medição divergente de deslocamento (~1,0 L/kg) e método de cálculo · Densidade aparente dos substratos e fórmula de quantidade (CaribSea) · Orientação de dosar pelo volume real de água