| Nome científico | Zebrasoma flavescens |
|---|---|
| Tamanho adulto | 20 cm |
| Aquário mínimo | 380 L |
| Temperatura | 22–26 °C |
| Densidade | 1,020–1,025 |
| Fluxo | Forte |
| Reef safe | Reef safe |
| Dificuldade | Fácil |
380 litros é sobre nado, não sobre o peixe caber
Um cirurgião de 20 cm cabe fisicamente em 200 litros. O que não cabe é o comportamento: ele nada em linha reta o dia inteiro, patrulhando o mesmo circuito. Em aquário curto, esse peixe vira um animal que bate no vidro, esfrega o flanco e desenvolve marcas e infecções secundárias. Comprimento importa mais que litragem: prefira aquário longo a aquário alto.
Fluxo alto, rocha bem estruturada com fendas onde ele possa se enfiar para dormir e superfície livre para nado. Temperatura entre 22 e 26 °C — note que o topo aqui é 26 °C, e no verão brasileiro isso é a restrição real. Cirurgião em água quente demais respira mais rápido, come mais e adoece antes.
Alga todo dia: o item que define a saúde
Prenda uma folha de alga seca (nori) numa presilha ou entre a rocha e o vidro, todos os dias, e deixe que ele pasteje ao longo do dia. Ração vegetal e congelado complementam, mas não substituem esse hábito de raspar. Sem isso aparece o sinal clássico: o dorso afunda logo atrás dos olhos e a silhueta fica em forma de faca.
Peixe magro nesse ponto não é estética — é reserva energética zerada. Ele passa a ser o primeiro do aquário a fechar com oodinium quando entra um peixe novo ou quando a temperatura dispara. Recuperar dorso afundado é lento e nem sempre completo, o que torna o hábito diário muito mais barato que o tratamento.
Convivência: quem não pode junto
Não pode outro Yellow Tang no mesmo aquário doméstico, nem outro Zebrasoma, nem qualquer cirurgião de silhueta e cor parecidas. A agressão aqui é de forma e cor, não de espécie: ele ataca o que parece com ele. Grupos de cirurgiões só funcionam em volumes muito grandes e introduzidos simultaneamente, o que raramente é o caso de um aquário residencial.
Pode conviver com palhaços, gobies, cardinais, gramas, bodiões pequenos e corais em geral. Ele é seguro para reef e ainda ajuda controlando alga filamentosa na rocha. Introduza-o depois dos peixes tímidos e antes de outros peixes territoriais de porte semelhante.
Saúde: oodinium, ich e o dorso afundado
Cirurgião tem pele fina e é o alvo preferencial de Cryptocaryon (ich) e Amyloodinium (oodinium). Oodinium mata rápido: o peixe começa a respirar ofegante, com aspecto empoeirado, e pode morrer em dois dias. Quarentena de 30 dias com observação é a única barreira que funciona de verdade.
O segundo problema é o HLLE — erosão da linha lateral e da cabeça — associado a dieta pobre e má qualidade de água ao longo do tempo. Aparece como pequenas depressões ao redor dos olhos que vão se alastrando. Não é emergência, é diagnóstico do sistema: mais vegetal na dieta, mais trocas de água, mais estabilidade.
Cativeiro, Havaí e o que isso significa no Brasil
A pescaria ornamental do Havaí, principal origem histórica do Yellow Tang, foi interrompida por decisão judicial, e desde então o mercado mundial depende mais de reprodução em cativeiro e de outras origens. O resultado prático é preço mais alto e mais oferta de exemplar criado — a espécie foi reproduzida comercialmente e está entre os casos de sucesso da aquicultura ornamental marinha.
No Brasil isso se traduz em um peixe caro. Compensa escolher bem: observe o perfil do dorso de lado, a respiração (que deve ser calma), se ele come na sua frente na loja e se não tem manchas ou muco. Peixe de cativeiro chega comendo e sem estresse de transporte internacional longo.
Alimentação prática, sem complicar
Rotina que funciona: nori preso no vidro pela manhã, retirado à noite se sobrar; ração vegetal em grânulo ou floco duas vezes ao dia; congelado com mysis e artêmia enriquecida duas ou três vezes por semana para proteína. Ele também vai raspar alga da rocha e do vidro por conta própria — isso é bom sinal, não concorrência.
Cuidado com o excesso de nori esquecido no aquário: folha molhada que fica dias apodrece e vira nitrato. Retire o que sobrou. Se ele não toca na alga nos primeiros dias após a chegada, é estresse de transporte; mantenha a oferta e reduza a movimentação em volta do aquário.
O que yellow tang come no aquário?
Peixe marinho não se sustenta com ração genérica: herbívoro precisa de alga, carnívoro de proteína, e a regularidade importa tanto quanto o tipo. Ração seca entra como base e congelado como variação — e nenhuma delas corrige aquário pequeno demais para a espécie, que é o que mais mata peixe marinho. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Quantos litros para um Yellow Tang?
380 litros de sistema, preferencialmente em aquário longo. O número existe por causa do nado contínuo do peixe, não do tamanho do corpo.
Preciso mesmo dar nori todo dia?
Sim. É um herbívoro que pasteja o dia inteiro na natureza. Sem alga diária, aparece o dorso afundado atrás dos olhos e a imunidade cai.
Yellow Tang é reef safe?
Sim. Não belisca corais e ainda ajuda a controlar alga filamentosa na rocha. O cuidado é com outros cirurgiões, não com os corais.
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Fontes: www.liveaquaria.com · www.saltwateraquariumblog.com · www.risingtideconservation.org · www.reef2rainforest.com