| Nome científico | Centropyge loriculus |
|---|---|
| Tamanho adulto | 10 cm |
| Aquário mínimo | 265 L |
| Temperatura | 22–26 °C |
| Densidade | 1,020–1,025 |
| Fluxo | Moderado |
| Reef safe | Com ressalva |
| Dificuldade | Intermediário |
A ressalva de reef: o que ele belisca e como decidir
Este é o ponto que define a compra. O Flame Angel pode beliscar corais duros e moles, invertebrados sésseis e principalmente o manto de tridacnas — o clame retrai o manto, para de abrir e definha. Zoantídeos e alguns LPS estão entre os alvos mais relatados. Não existe teste prévio: o comportamento aparece (ou não) no seu aquário, às vezes só depois de meses.
Como decidir: se o aquário é FOWLR ou reef de corais moles resistentes e baratos, o risco é aceitável. Se há tridacna, LPS colecionável ou frags caros, pense duas vezes. E se decidir mesmo assim, monte a rocha de forma que seja possível retirar o peixe sem desmontar o aquário inteiro — armadilha de acrílico e uma estrutura de rocha removível são o plano B que a maioria não faz e depois lamenta.
Aquário e sistema
Sistema de 265 litros, com muita rocha viva e superfície colonizada. Isso não é decoração: o anjo-anão passa o dia raspando filme de alga e catando microfauna, e aquário novo demais não fornece esse pasto. Espere pelo menos alguns meses de maturação antes de introduzi-lo.
Temperatura entre 22 e 26 °C, densidade de 1,020 a 1,025, fluxo médio e várias fendas de fuga. Ele é um peixe que mergulha na rocha ao menor susto; sem esconderijos suficientes fica arisco e come menos. No verão brasileiro, o teto de 26 °C pede ventoinha ou chiller conforme o ambiente.
Convivência: quem não pode junto
Não pode outro Centropyge em aquário doméstico. A espécie forma haréns na natureza — um macho com várias fêmeas, e é hermafrodita protogínico, com a fêmea dominante mudando de sexo quando o macho morre — mas reproduzir isso em casa exige volume muito grande e introdução simultânea de juvenis. Dois adultos comprados em momentos diferentes brigam.
Pode conviver com palhaços, cirurgiões em aquário grande, cardinais, gobies e bodiões. Evite peixes muito tímidos e lentos na alimentação, porque ele é rápido e insistente. Introduza-o depois dos peixes pacíficos e antes dos territoriais de porte semelhante.
Alimentação: vegetal é a metade do trabalho
Onívoro com viés herbívoro. Ofereça ração com espirulina e derivados de alga, alga seca presa no vidro e congelado carnoso (mysis, artêmia enriquecida) em alternância, três ou mais refeições pequenas por dia se possível. Peixe bem alimentado com vegetal tende a incomodar menos os corais — não é garantia, mas reduz o incentivo.
Exemplar recém-chegado às vezes recusa comida por dias e vive de microfauna da rocha. É justamente por isso que aquário maduro importa. Se depois de uma semana ele continua ignorando tudo, tente alimento vivo ou mexilhão fresco picado para disparar o interesse.
Saúde e escolha do exemplar
Anjos-anões são sensíveis a ich e a lesões de manejo. O risco maior está na origem: exemplares capturados com métodos agressivos chegam apáticos e não se recuperam. Escolha peixe que come na frente do vendedor, com nadadeiras íntegras, sem respiração acelerada e sem abdômen encovado.
Quarentena de 30 dias, com aquário escuro e tubos de PVC para abrigo — anjo-anão em quarentena sem esconderijo passa o período inteiro em pânico. Exemplares de cativeiro estão disponíveis no mercado internacional e chegam mais adaptados à ração; no Brasil a oferta é irregular e o peixe é de faixa de preço intermediária a alta.
O que esperar do comportamento ao longo do tempo
Nas primeiras semanas ele fica escondido e sai pouco. Depois, vira um dos peixes mais visíveis do aquário, patrulhando a rocha o dia inteiro. É nesse momento de confiança que costuma começar a testar corais — o que muitos aquaristas interpretam como 'mudança de personalidade'.
Observe as colônias no fim da tarde: pólipo que passa a ficar fechado sempre no mesmo lado da colônia é sinal de beliscada sistemática. Agir cedo, com o peixe ainda em rotina previsível, torna a remoção muito mais fácil do que depois de meses de convivência.
O que flame angel come no aquário?
Peixe marinho não se sustenta com ração genérica: herbívoro precisa de alga, carnívoro de proteína, e a regularidade importa tanto quanto o tipo. Ração seca entra como base e congelado como variação — e nenhuma delas corrige aquário pequeno demais para a espécie, que é o que mais mata peixe marinho. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Flame Angel é reef safe?
Com ressalva. Ele pode beliscar corais duros e moles, invertebrados sésseis e o manto de tridacnas, e o comportamento varia de exemplar para exemplar — inclusive aparecendo só depois de meses.
Quantos litros para um Flame Angel?
265 litros de sistema, com rocha abundante e madura para ele pastar filme de alga e microfauna.
Posso ter dois Flame Angels?
Em aquário doméstico, não. Eles formam harém na natureza, mas em volume residencial dois adultos disputam território. Mantenha um exemplar.
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Fontes: www.liveaquaria.com · www.wetwebmedia.com · www.tfhmagazine.com