| Nome científico | Chelmon rostratus |
|---|---|
| Tamanho adulto | 20 cm |
| Aquário mínimo | 490 L |
| Temperatura | 22–26 °C |
| Densidade | 1,020–1,025 |
| Fluxo | Moderado |
| Reef safe | Com ressalva |
| Dificuldade | Difícil |
A tese: só compre o peixe que você viu comer
Esta é a única regra que muda o resultado. Antes de pagar, peça para o lojista alimentar o exemplar na sua frente com mysis ou artêmia viva e veja o peixe aceitar. Copperband que não come na loja não vai começar a comer no seu aquário — vai só demorar mais para morrer, já que a espécie sobrevive semanas às custas da própria massa muscular.
Se a loja não deixa alimentar, ou se o peixe olha e ignora, não leve. Não existe truque de aclimatação que compense um exemplar que já chegou recusando alimento.
A história da aiptasia, com a ressalva inteira
Alguns exemplares comem aiptasia com entusiasmo; outros nunca tocam. Não há como saber qual você comprou antes de levar para casa, e comprar um peixe de 20 cm que exige quase 500 litros para resolver uma praga é uma troca ruim.
Pior: o bico que arranca aiptasia é o mesmo que arranca outros invertebrados. A ressalva de reef é objetiva — ele pode atacar anêmonas e cracas-plumosas (feather dusters), e costuma beliscar pólipos e tubos que se pareçam com sua presa natural. Se o aquário tem anêmona ou uma população de vermes-de-tubo que você preza, o copperband é risco, não solução.
Aquário: 490 litros e rocha madura
| Sistema mínimo | 490 litros |
| Porte adulto | cerca de 20 cm |
| Temperatura | 22 a 26 °C |
| Densidade | 1,020 a 1,025 |
| Fluxo | médio |
Os 490 litros não são exagero de tabela: é um peixe alto, que precisa de área de nado e de rocha para forragear o dia inteiro. Além do volume, ele pede um sistema maduro, com rocha povoada de microfauna — em aquário recém-montado, sem nada para catar entre as refeições, a taxa de recusa é muito maior.
Ele também é sensível a qualidade de água instável e a barulho e movimento em frente ao vidro nas primeiras semanas. Um copperband assustado passa o dia atrás da rocha e não aprende a rotina de alimentação.
Rotina de alimentação
- Comece pelo que ele já aceitou. Em geral mysis congelado, artêmia viva ou enriquecida, mexilhão e camarão picados.
- Várias refeições pequenas por dia. O bico é lento e o peixe cata item por item; uma única refeição grande é comida pelos vizinhos antes dele.
- Alimente em ponto fixo e com a bomba de circulação desligada por alguns minutos, para o alimento não passar voando.
- Só depois tente ampliar para ração granulada de boa qualidade, sempre misturada ao congelado que ele já come.
Nunca coloque um copperband com peixes rápidos e vorazes — cirurgiões grandes, anthias em cardume, bodiões apressados. Eles limpam o prato antes de o copperband decidir se aquilo é comida.
Companhias e comportamento
Pacífico com quase todo mundo, e essa mansidão é o problema: ele perde toda disputa por alimento. Costuma ser mantido um por aquário — dois exemplares no mesmo volume brigam, a não ser em sistemas muito grandes e com um casal já formado.
Acompanhe o perfil do corpo, não a atividade. O sinal clássico de fome crônica é a região atrás dos olhos e do dorso afundando, enquanto o peixe continua nadando normalmente. Quando isso aparece, já se passaram semanas de balanço negativo.
No Brasil
É uma borboleta comum no varejo brasileiro, geralmente vendida como copperband ou borboleta-copperband, e quase sempre importada — ou seja, chega depois de uma viagem longa, e o estresse do transporte é justamente o que dispara a recusa de alimento. Prefira exemplares que já estejam há alguns dias na loja e comendo, em vez de peixe recém-chegado.
Para aiptasia, o caminho mais previsível no Brasil é o controle químico com produto de injeção, ou o camarão Lysmata wurdemanni quando disponível — nenhum dos dois exige 490 litros e uma rotina diária de alimentação.
O que copperband come no aquário?
Peixe marinho não se sustenta com ração genérica: herbívoro precisa de alga, carnívoro de proteína, e a regularidade importa tanto quanto o tipo. Ração seca entra como base e congelado como variação — e nenhuma delas corrige aquário pequeno demais para a espécie, que é o que mais mata peixe marinho. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Ele resolve aiptasia mesmo?
Alguns exemplares comem e outros ignoram, e não há como saber antes. Como é um peixe de quase 500 litros e alimentação difícil, comprá-lo por causa da praga é um mau negócio: existem soluções mais baratas e previsíveis.
Posso manter em 200 litros?
Não é o recomendado. A referência de sistema é 490 litros, tanto pelo porte adulto de cerca de 20 cm quanto pela necessidade de rocha madura para forragear entre refeições. Em volume pequeno, ele cansa o layout e come pior.
Ele é reef safe?
Com ressalva. Não é um comedor de corais típico, mas pode atacar invertebrados — anêmonas e cracas-plumosas em especial — e beliscar pólipos que lembrem sua presa natural. Em aquário com anêmona, o risco é real.
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Fontes: www.liveaquaria.com · www.aquaricamp.com.br