| Nome científico | Hippocampus reidi |
|---|---|
| Tamanho adulto | 17.8 cm |
| Aquário mínimo | 190 L |
| Temperatura | 22–26 °C |
| Densidade | 1,021–1,025 |
| Fluxo | Baixo |
| Reef safe | Com ressalva |
| Dificuldade | Intermediário |
A tese: exemplar de cativeiro ou não comece
A decisão que mais pesa no resultado acontece antes de qualquer parâmetro de água: prefira exemplar nascido em cativeiro e já comendo congelado. Cavalo-marinho selvagem costuma recusar mysis congelado, insistir em presa viva e morrer de inanição semanas depois, com o aquarista convencido de que o problema era a água.
Peça para ver o animal comer na loja, como você faria com um copperband. Um reidi de criação que aceita mysis congelado é um animal viável; um selvagem que só olha a comida é um problema que você está comprando.
Vale lembrar que todo o gênero Hippocampus
O aquário: alto, calmo e com onde se prender
| Sistema mínimo | 190 litros |
| Coluna de água | mínimo de 40 cm de altura |
| Temperatura | 22 a 26 °C |
| Densidade | 1,021 a 1,025 |
| Fluxo | baixo |
A altura importa por causa do acasalamento e da postura natural do animal, que sobe e desce na coluna. O fluxo baixo importa porque ele é um nadador ruim: em corrente forte, gasta energia que não recupera e acaba prensado contra a tela da bomba. Toda entrada de bomba precisa de proteção.
Ofereça pontos de fixação em abundância — gorgônia artificial, macroalga firme, estruturas verticais. Um cavalo-marinho sem onde enroscar a cauda vive em estresse permanente.
Alimentação: a rotina que decide tudo
- Duas a três refeições por dia, todos os dias. Não é sugestão: o trato digestivo dele é curto e não armazena reserva.
- Base de mysis congelado de boa qualidade, complementado com artêmia viva enriquecida.
- Alimente em ponto fixo, com a circulação reduzida, e observe cada animal comer.
- Sifone as sobras: ração parada no fundo em aquário de fluxo baixo é fonte de problema bacteriano.
Essa rotina é o principal motivo de o cavalo-marinho não caber em um reef. Qualquer peixe ativo no mesmo volume come antes dele, e você nunca saberá quanto ele realmente ingeriu.
Por que reef não serve
A ficha marca reef safe com ressalva, mas a ressalva é ao contrário do usual: ele não belisca nada. O risco é para ele. Anêmonas e corais urticantes queimam o animal quando ele se prende no lugar errado — e ele se prende no lugar errado, porque sua estratégia é justamente enroscar a cauda no primeiro apoio disponível.
Some a isso a competição por comida com peixes de recife e o fluxo alto que o reef exige, e a conclusão é prática: aquário dedicado, com fauna escolhida para não competir nem ferir. Conviventes possíveis são poucos e devem ser lentos e pacíficos; a lista segura é curta o bastante para que a resposta padrão seja manter apenas cavalos-marinhos.
Higiene e temperatura no verão brasileiro
Cavalo-marinho é sensível a infecção bacteriana, e aquário de fluxo baixo acumula matéria orgânica com facilidade. Skimmer bem regulado, sifonagem frequente do fundo e trocas de água regulares fazem mais por ele do que qualquer aditivo.
Dentro da faixa de 22 a 26 °C, prefira a metade baixa, principalmente no verão. Calor acelera o metabolismo do animal e favorece problemas bacterianos no sistema — em boa parte do Brasil, isso significa planejar ventoinha ou chiller desde o começo, e não depois da primeira onda de calor.
No Brasil: nativo não significa fácil
Ser espécie nativa dá a impressão de que o animal se vira melhor aqui. O efeito prático costuma ser o inverso: aumenta a oferta de exemplares de origem duvidosa e a chance de você levar um selvagem. Exemplares de criação, como os produzidos por criadouros no exterior, são a referência de animal que já come congelado.
Se você encontrar cavalo-marinho vendido sem origem clara, sem alimentação demonstrada e em loja que o descreve como peixe de recife, esses três sinais juntos são motivo suficiente para não levar.
O que cavalo-marinho-brasileiro come no aquário?
Peixe marinho não se sustenta com ração genérica: herbívoro precisa de alga, carnívoro de proteína, e a regularidade importa tanto quanto o tipo. Ração seca entra como base e congelado como variação — e nenhuma delas corrige aquário pequeno demais para a espécie, que é o que mais mata peixe marinho. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Posso manter um casal em 100 litros?
A referência de sistema é 190 litros, com pelo menos 40 cm de coluna. Volume menor limita o comportamento vertical do casal e concentra rápido a matéria orgânica de um aquário que já é de fluxo baixo.
Que peixes posso colocar junto?
Poucos, e todos lentos e pacíficos. Qualquer peixe que coma rápido tira a comida do cavalo-marinho, e você não consegue medir o que ele ingeriu. A resposta segura para a maioria dos aquaristas é: só cavalos-marinhos.
Dá para usar só artêmia viva na dieta?
Não como base. Artêmia viva serve como complemento e como estímulo, preferencialmente enriquecida, mas a base deve ser mysis congelado de boa qualidade, oferecido duas a três vezes por dia.
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Fontes: www.liveaquaria.com · www.bulkreefsupply.com