Como calculamos
A conta não é um cronômetro, é uma densidade: gramas de peixe por litro de água do saco, comparada com o que embarques reais praticam. O levantamento de referência mediu pesos que variam em mais de dez vezes conforme a espécie — 22 g/L para o neon-cardinal, 272 g/L para o kinguio. O aquarista quase sempre está no caso do peixe pequeno, então a página usa 22 g/L como teto de referência: é o valor observado justamente para o peixe delicado, em embarque comercial com o saco fechado com pelo menos metade — e na prática dois terços — do volume em oxigênio.
Duas correções entram sobre esse teto, e as duas são derivação declarada, não número medido:
O gás. O teto de 22 g/L vale para saco fechado com oxigênio. Ar comum tem 21% de oxigênio; o gás de embarque, praticamente 100%. A calculadora reduz o teto na mesma proporção — 22 × 0,21 ≈ 4,6 g/L quando o saco vai com ar. É composição de gás, não empirismo, mas a proporcionalidade é hipótese nossa: ninguém publicou a curva.
A temperatura. A regra publicada para transporte de peixe em caixa-d'água é aumentar a carga em 25% a cada 10 °F (5,6 °C) abaixo de 65 °F (18,3 °C) e reduzir 25% a cada 10 °F acima. Aplicamos essa mesma proporção ao saco. É adaptação: a regra foi escrita para caixa, não para saco — e está aqui porque a direção do efeito é a mesma e é grande demais para ignorar. A 26 °C, o teto cai cerca de 23%.
Por que não damos um número de horas
Porque ele não existe publicado. A própria literatura de extensão que traz as densidades diz que taxas exatas de consumo de oxigênio não estão disponíveis, por causa da variação entre espécies, tamanhos e nível de estresse. Um site que anuncia "o seu peixe aguenta 7 h 12 min" está inventando precisão. O que dá para dizer com fonte é o que está acima: a faixa de densidade praticada, o gás que a sustenta e as 36 horas do embarque comercial.
Onde isso deixa você. Se a sua densidade está dentro do teto, o limite da viagem passa a ser a amônia e a temperatura, não o oxigênio — e aí valem o jejum, a caixa fechada e ir direto para casa. Se está acima, nenhuma quantidade de tempo é confortável: divida em mais sacos, peça oxigênio ou leve menos peixe.
O que muda a conta de verdade, na ordem
1. Oxigênio no lugar do ar — multiplica o teto por cerca de cinco, e é um pedido de balcão. 2. Menos peixe por saco — dois sacos com metade da carga cada valem mais que um saco reforçado. 3. Água mais fria, dentro do que a espécie tolera, porque o metabolismo cai junto. 4. Jejum de 24 horas, que não entra na densidade e é o que segura a amônia. Aumentar a água do saco é a alavanca mais fraca de todas: água a mais tira espaço do gás, e o gás é onde está o oxigênio da viagem.
Perguntas frequentes
Quanto tempo o peixe pode ficar no saquinho?
Embarque comercial de peixe ornamental é montado para até 36 horas, e essas 36 horas dependem de três coisas ao mesmo tempo: o saco fechado com oxigênio puro ocupando dois terços do volume, o peixe em jejum de pelo menos 24 horas e a temperatura controlada. O saco da loja, cheio de ar comum e com um peixe que comeu de manhã, é outro objeto: o ar tem cerca de 21% de oxigênio contra praticamente 100% do gás de embarque, então o teto de carga cai na mesma proporção. Sem oxigênio, trate a viagem em horas, não em dezenas de horas, e leve o peixe direto para casa.
Por que não existe um número exato de horas?
Porque o consumo de oxigênio varia demais entre espécies, tamanhos e nível de estresse. A própria literatura de extensão que publica as densidades diz que taxas exatas de consumo não estão disponíveis por causa dessa variação. Por isso esta página compara a sua densidade com a faixa observada em embarques reais em vez de anunciar um cronômetro que ninguém mediu.
Posso pedir oxigênio na loja?
Pode, e é o pedido que mais muda a conta. Loja que vende peixe costuma ter cilindro para embalar encomenda. Com oxigênio no lugar do ar, o teto de carga do mesmo saco sobe cerca de cinco vezes. Peça também para o saco ir com dois terços de gás e um terço de água.
Mais água no saco ajuda?
Até certo ponto, e menos do que parece. Água a mais tira espaço do gás, e o gás é onde está o oxigênio da viagem. A prática publicada é o contrário da intuição: no máximo metade do saco em água, e a maioria dos embarcadores fecha com dois terços de gás.
De onde vêm os números
Densidades observadas (22 g/L para neon-cardinal, 272 g/L para kinguio), a regra de pelo menos metade do saco em oxigênio, o jejum de 24 horas e as faixas de sal e zeólita: SRAC 3903 — Shipping Fish in Boxes. A proporção de 60% de gás para 40% de água e as até 36 horas: UF/IFAS FA120 — Preparation of Ornamental Fish for Shipping. A regra de 25% por 10 °F: SRAC 393 — Transportation of Warmwater Fish. A conversão de centímetros em gramas usa a relação peso-comprimento com b = 3,0 e o fator de forma mediano por formato de corpo de Froese (2006), tabela 1.
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