| Nome científico | Poecilia vivipara |
|---|---|
| Origem | Litoral do Brasil (do Nordeste ao Sul) |
| Porte adulto | ~7,8 cm |
| Litragem mínima | 54 L (cardume de 3) |
| Temperatura | 22–28 °C |
| pH | 7,0–8,2 |
| Dureza (GH) | 10–40 °dGH |
| Temperamento | Pacífico e gregário |
| Dieta | Onívoro |
| Nível | Iniciante |
A água: dura, alcalina — e o erro do aquário amazônico
O guaru vem de vala de restinga e canal de maré: água dura, alcalina e às vezes salobra. No aquário, isso vira uma regra simples: pH de 7,0 para cima e GH generoso — a água de torneira da maior parte do Brasil serve como está. O que NÃO serve é o aquário amazônico de água mole e ácida em que vivem tetras e coridoras: nele o guaru sobrevive, mas se desgasta — é a combinação mais comum e mais silenciosa de erro com a espécie.
De resto, é o peixe mais tolerante da prateleira: 22 a 28 °C, variação diária sem drama, e a rusticidade de quem evoluiu em poça que esquenta e canal que salga. Aquário ciclado e estável continua sendo obrigação — rústico não é imortal.
O elenco: gregário, pacífico e de meia-água
O guaru é de grupo: um trio é o mínimo, e meia dúzia mostra o comportamento de verdade. Convive com tudo que aceita a mesma água dura: platy, espada, molinésia, coridoras de água firme — e com o próprio guppy, de quem é primo. Evite só os beliscadores clássicos (barbo-sumatra) e qualquer boca grande o bastante para engolir os filhotes que virão.
Reprodução: ela acontece, você só decide o destino
Com machos e fêmeas no mesmo aquário, a reprodução não é projeto — é consequência. A gestação dura por volta de 28 dias e a ninhada vem grande: dezenas de filhotes, em fêmeas grandes chegando perto de cem, todos nascendo formados e nadando. A fêmea grávida fica visivelmente "barriguda" — daí o apelido barrigudinho.
O que você decide é o destino dos filhotes: num aquário com plantas densas (musgos, elódea, flutuantes com raiz), uma parte escapa dos adultos e cresce sozinha — é o suficiente para manter a população. Para criar de propósito, separe a fêmea dias antes do parto e devolva-a depois. E vale o aviso de todo vivíparo prolífico: sem plano para os filhotes, o aquário lota em poucos meses — a conta de lotação chega rápido.
Alimentação: onívoro de verdade
Come ração de porte pequeno, flocos, congelados e o que pastar de alga e microfauna — no ambiente natural a dieta é larva de mosquito, detrito e alga em proporções que variam com a estação. No aquário: base de ração de qualidade, reforço ocasional de artêmia ou dáfnia, e porções pequenas. Filhotes aceitam ração esfarelada desde o primeiro dia.
Um nome, três peixes: qual guaru é o seu
"Guaru" e "barrigudinho" são nomes que o Brasil usa para mais de um peixe. Este guia trata do Poecilia vivipara — o guaru clássico do litoral. No Sul, "barrigudinho" costuma ser o Phalloceros caudimaculatus, um parente de outra linhagem que prefere água mais fresca. E há quem chame de guaru o lebiste selvagem. Na loja ou na coleta, o nome científico desfaz a confusão — e importa, porque a água certa muda de espécie para espécie.
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O que do catálogo alimenta o guaru?
Ração comum de escama serve, e é isso mesmo: o guaru é onívoro e pouco exigente. O que ele pede e não está no pote é espaço e planta na superfície para os filhotes — sem isso a população se regula sozinha, do jeito ruim. O catálogo do aquacalc reúne os produtos dessa categoria com as informações do fabricante. O aquacalc não vende — monte a sua lista de itens e peça o orçamento à sua loja de confiança.
Perguntas frequentes
Guaru e barrigudinho são o mesmo peixe?
Os dois nomes cobrem mais de uma espécie. Este guia é do Poecilia vivipara, o guaru do litoral; o "barrigudinho" do Sul costuma ser o Phalloceros caudimaculatus. Na dúvida, confira o científico na compra.
Quantos filhotes o guaru tem?
Depois de ~28 dias de gestação, dezenas — em fêmeas grandes, perto de cem — todos nascendo formados e nadando. Com plantas densas, parte escapa dos adultos e cresce sozinha.
Por que 1 macho para 2–3 fêmeas?
O macho corteja sem parar; com uma fêmea só, ela vive perseguida e se estressa. Duas ou três fêmeas diluem o assédio — a mesma regra do guppy e do platy.
Guaru vive em água fria?
A faixa é 22–28 °C. Ele tolera variação melhor que a maioria, mas não é peixe de água fria — em inverno rigoroso, use aquecedor regulado baixo.
Fontes: Aquarismo Paulista — Guaru (Poecilia vivipara) · FishBase — Poecilia vivipara · ficha do guaru no catálogo (mesmos parâmetros, por construção).