Passo a passo
1. Escolha o sistema e prepare a água salgada
Defina se o sistema será FOWLR (só peixes, salinidade 30-33 ppt é comum) ou reef (com corais, salinidade estável em 35 ppt). Prepare a água com sal na dosagem do fabricante — 33 a 39 g/L conforme a marca — e confira sempre com refratômetro. Use a calculadora de sal e troca de água para saber quanto pesar.
2. Instale sump, skimmer e circulação
O sump é praticamente padrão em reef: é onde ficam o skimmer, mídia biológica extra e equipamentos escondidos do display. Dimensione o skimmer pelo volume total (aquário + sump), a bomba de retorno para girar 5 a 10 vezes esse volume por hora, e as bombas de circulação somando 20 a 40 vezes dentro do aquário.
3. Adicione rocha viva ou seca e o substrato
Rocha viva já vem povoada de bactérias e acelera a ciclagem; rocha seca é mais barata e sem pragas, mas precisa de mais tempo para colonizar. Substrato de aragonita em 3 a 5 cm é o padrão, ou bare bottom (sem substrato) em sistemas orientados a fluxo.
4. Cicle o sistema
Leva de 4 a 6 semanas com rocha viva madura, mais tempo com rocha seca partindo do zero. Monitore amônia, nitrito e nitrato até dias seguidos de amônia e nitrito zerados, com nitrato presente — a mesma lógica do ciclo do nitrogênio em água doce, só que mais lenta.
5. Introduza peixes e corais aos poucos
Comece com peixes resistentes, aclimatados por gotejamento (drip) para evitar choque de salinidade e pH. Corais entram depois, só quando os parâmetros estiverem estáveis por algumas semanas — eles toleram muito menos oscilação que peixes.
Erros mais comuns de quem está começando no marinho
Perguntas frequentes
Aquário marinho é mais difícil que água doce?
É mais exigente em equipamento e em rigor de parâmetros — salinidade, cálcio, KH e temperatura pedem mais controle do que a maioria dos aquários de água doce. Não é mais difícil de entender, mas tolera bem menos erro.
Preciso de sump para montar um aquário marinho?
Não é tecnicamente obrigatório, mas é praticamente padrão em reef: é onde ficam o skimmer, a mídia biológica extra e os equipamentos escondidos do display. Sistemas muito pequenos (nano reef) às vezes prescindem, com mais limitações.
Rocha viva ou rocha seca para começar?
Rocha seca (dry rock) é mais barata e não traz pragas indesejadas, mas precisa de mais tempo de ciclagem para colonizar bactérias do zero. Rocha viva já vem povoada e acelera a ciclagem, com o risco de trazer organismos indesejados junto.
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